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Setembro Amarelo: mês de prevenção ao suicídio

Por Sophia Rodovalho
Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, organiza nacionalmente o Setembro Amarelo®. O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

No Brasil, são registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos e registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

Flávia Laís Souza Roskosz afirma que o “suicídio está amplamente relacionado com sentimentos ambivalentes, depressão, histórico de tentativa anterior ou de suicídio na família, abuso de substâncias, relacionamentos problemáticos, solidão, entre outras comorbidades”. Segundo o conselho Federal de Medicina, “suicídio é um ato deliberado executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte, de forma consciente e intencional, mesmo que ambivalente, usando um meio que ele acredita ser letal”.

“Em uma concepção epidemiológica, o suicídio é estabelecido como fenômeno multideterminado e, em síntese, manifesta-se como um pedido de ajuda, reconhecível e previsível, que necessita de suporte e resposta imediata” (Lovisi, Santos, Legay, Abelha, & Valencia, 2009; Meleiro, 1998).

É preciso que estejamos atentos aos sinais dos que nos cercam. Mudanças significativas de comportamento, de humor, desesperança quanto ao futuro, dificuldade de se relacionar, podendo ou não ser seguidas por um isolamento social, episódios depressivos significativos, dentre outros podem nos chamar atenção para o estado emocional frágil desta pessoa.

O cuidado para lidar com esta (assim como com as demais pessoas), o carinho e o tato para sugerir, incentivar e até dar início ao pedido de ajuda são fundamentais.

Depressão, transtorno bipolar, abuso de substância e demais transtornos emocionais ainda são cercados de preconceito. Ainda se julga o indivíduo que sofre com tais transtornos, como se tal sofrimento fosse uma escolha voluntária do mesmo. Não o é. É preciso olharmos com cuidado, com atenção, com carinho a seriedade do quadro que se nos apresenta. É preciso que sejamos ‘ombros amigos’, escuta atenta e que incentivemos a busca por ajuda e se esta não ocorrer de forma voluntária, que busquemos por esta pessoa, pois muitas vezes a desesperança e o sofrimento são maiores do que qualquer fala e sugestão e isto não significa fraqueza, preguiça, desistir de lutar, mas sim, que o sofrimento do indivíduo atingiu seu ápice.

De acordo com os dados da cartilha "Informando para prevenir", publicada pela ABP e pelo CFM, 96,8% dos casos de suicídio registrados estão associados com histórico de doenças mentais, que podem ser tratadas.

O reconhecimento dos fatores de risco e dos fatores protetores é fundamental e pode ajudar. Se você acha que está tendo problemas relacionados à sua saúde mental ou conhece alguém que está passando por alguma dificuldade, procure ajuda de um profissional.

Valorizemos à vida, a saúde mental. Cuidar de nós mesmos e dos que nos cercam é o primeiro passo para uma vida feliz.

Neste mês de Setembro (e em todos os demais meses) prestemos atenção em nós mesmos, em nossa saúde mental e na dos que nos cercam, investir em saúde mental é de fundamental importância para que possamos viver de forma plena e feliz e enfrentarmos os problemas sem que estes nos ‘quebrem por inteiro’.

Encerro com trecho da bela canção de Luiz Gonzaga: “Viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz. Ah meu Deus! Eu sei, eu sei, que a vida devia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita: é bonita, é bonita e é bonita”.


Clique aqui e leia a cartilha de informação e prevenção ao suicídio de 2020.

Se quiser entrar em contato comigo é só enviar um e-mail para sophiarodovalho@rapidonoar.com.nr

Setembro Amarelo: mês de prevenção ao suicídio

Por Sophia Rodovalho
Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, organiza nacionalmente o Setembro Amarelo®. O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

No Brasil, são registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos e registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

Flávia Laís Souza Roskosz afirma que o “suicídio está amplamente relacionado com sentimentos ambivalentes, depressão, histórico de tentativa anterior ou de suicídio na família, abuso de substâncias, relacionamentos problemáticos, solidão, entre outras comorbidades”. Segundo o conselho Federal de Medicina, “suicídio é um ato deliberado executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte, de forma consciente e intencional, mesmo que ambivalente, usando um meio que ele acredita ser letal”.

“Em uma concepção epidemiológica, o suicídio é estabelecido como fenômeno multideterminado e, em síntese, manifesta-se como um pedido de ajuda, reconhecível e previsível, que necessita de suporte e resposta imediata” (Lovisi, Santos, Legay, Abelha, & Valencia, 2009; Meleiro, 1998).

É preciso que estejamos atentos aos sinais dos que nos cercam. Mudanças significativas de comportamento, de humor, desesperança quanto ao futuro, dificuldade de se relacionar, podendo ou não ser seguidas por um isolamento social, episódios depressivos significativos, dentre outros podem nos chamar atenção para o estado emocional frágil desta pessoa.

O cuidado para lidar com esta (assim como com as demais pessoas), o carinho e o tato para sugerir, incentivar e até dar início ao pedido de ajuda são fundamentais.

Depressão, transtorno bipolar, abuso de substância e demais transtornos emocionais ainda são cercados de preconceito. Ainda se julga o indivíduo que sofre com tais transtornos, como se tal sofrimento fosse uma escolha voluntária do mesmo. Não o é. É preciso olharmos com cuidado, com atenção, com carinho a seriedade do quadro que se nos apresenta. É preciso que sejamos ‘ombros amigos’, escuta atenta e que incentivemos a busca por ajuda e se esta não ocorrer de forma voluntária, que busquemos por esta pessoa, pois muitas vezes a desesperança e o sofrimento são maiores do que qualquer fala e sugestão e isto não significa fraqueza, preguiça, desistir de lutar, mas sim, que o sofrimento do indivíduo atingiu seu ápice.

De acordo com os dados da cartilha "Informando para prevenir", publicada pela ABP e pelo CFM, 96,8% dos casos de suicídio registrados estão associados com histórico de doenças mentais, que podem ser tratadas.

O reconhecimento dos fatores de risco e dos fatores protetores é fundamental e pode ajudar. Se você acha que está tendo problemas relacionados à sua saúde mental ou conhece alguém que está passando por alguma dificuldade, procure ajuda de um profissional.

Valorizemos à vida, a saúde mental. Cuidar de nós mesmos e dos que nos cercam é o primeiro passo para uma vida feliz.

Neste mês de Setembro (e em todos os demais meses) prestemos atenção em nós mesmos, em nossa saúde mental e na dos que nos cercam, investir em saúde mental é de fundamental importância para que possamos viver de forma plena e feliz e enfrentarmos os problemas sem que estes nos ‘quebrem por inteiro’.

Encerro com trecho da bela canção de Luiz Gonzaga: “Viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz. Ah meu Deus! Eu sei, eu sei, que a vida devia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita: é bonita, é bonita e é bonita”.


Clique aqui e leia a cartilha de informação e prevenção ao suicídio de 2020.

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