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Mentira, uma avalanche de problemas!

Por Sophia Rodovalho
“Ai, foi só uma mentirinha, só uma coisa boba...”, “Eu só inventei essa coisinha, porque ia ser complicado falar a verdade.”, “Tem mentira que não é grave, é só para evitar confusão” ...

A mentira é sedutora e mais fácil. A verdade é difícil de encarar, muitas vezes e complicada de dizer, muitas vezes, mas, sem dúvida esta é a prevenção para problemas e confusões futuras.
“Assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida.” Mahatma Gandhi

De acordo com Rui Manuel Carreteiro, “a mentira pode surgir por várias razões: receio das consequências (quando tememos que a verdade traga consequência negativas), insegurança ou baixa de auto-estima (quando pretendemos fazer passar uma imagem de nós próprios melhor do que a que verdadeiramente acreditamos), por razões externas (quando o exterior nos pressiona ou por motivos de autoridade superior ou por co-acção), por ganhos e regalias (de acordo com a tragédia dos comuns, se mentir trás ganhos vale a pena mentir já que ficamos em vantagem em relação aos que dizem a verdade) ou por razões patológicas.”

A saúde mental só é compatível com a verdade, afirma Carreteiro, para ele de nada serve querer acreditar que o nosso familiar não faleceu quando na realidade isso não é a verdade, de nada serve acreditarmos que somos capazes voar se na realidade não temos asas.

Ainda que possamos ter um ‘objetivo solidário’, a mentira tem desdobramentos cruéis e extremamente letais e dolorosos.

A mentira engana, a mentira abala confiança, a mentira machuca, a mentira pode ser encarada como traição (e não deixa de ser).

Quem mente, aprende a não enfrentar a realidade, a não assumir sua responsabilidade perante as questões que cria ou que lhe cerca. Quem é enganado se sente tolhido em seu direito de conhecer a verdade e de poder decidir como reagir diante desta.

Já dizia Friedrich Nietzsche: “A principal mentira é a que contamos a nós mesmos.”, afinal, sempre que contamos uma mentira precisamos acreditar que estamos enganando verdadeiramente o outro, que há um bem maior por trás deste comportamento, que o outro não irá descobrir a mentira e a enganação.

Por que não ‘tomar uma boa dose de coragem’ e contar a verdade? Por que não enfrentar a adversidade?

Não há mentira que dure para sempre. Não há relacionamento que resista a mentiras, a falta de verdade, a manipulações diversas.

Dizer a verdade, entretanto, não significa magoar, não significa ‘se meter onde não é chamado’, dizer a verdade sem que haja carinho, cuidado, empatia e objetivo edificante é apenas crueldade.
Encerro com um convite a reflexão: “Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da plateia que sorria.” Charles Chaplin



Mentira, uma avalanche de problemas!

Por Sophia Rodovalho
“Ai, foi só uma mentirinha, só uma coisa boba...”, “Eu só inventei essa coisinha, porque ia ser complicado falar a verdade.”, “Tem mentira que não é grave, é só para evitar confusão” ...

A mentira é sedutora e mais fácil. A verdade é difícil de encarar, muitas vezes e complicada de dizer, muitas vezes, mas, sem dúvida esta é a prevenção para problemas e confusões futuras.
“Assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida.” Mahatma Gandhi

De acordo com Rui Manuel Carreteiro, “a mentira pode surgir por várias razões: receio das consequências (quando tememos que a verdade traga consequência negativas), insegurança ou baixa de auto-estima (quando pretendemos fazer passar uma imagem de nós próprios melhor do que a que verdadeiramente acreditamos), por razões externas (quando o exterior nos pressiona ou por motivos de autoridade superior ou por co-acção), por ganhos e regalias (de acordo com a tragédia dos comuns, se mentir trás ganhos vale a pena mentir já que ficamos em vantagem em relação aos que dizem a verdade) ou por razões patológicas.”

A saúde mental só é compatível com a verdade, afirma Carreteiro, para ele de nada serve querer acreditar que o nosso familiar não faleceu quando na realidade isso não é a verdade, de nada serve acreditarmos que somos capazes voar se na realidade não temos asas.

Ainda que possamos ter um ‘objetivo solidário’, a mentira tem desdobramentos cruéis e extremamente letais e dolorosos.

A mentira engana, a mentira abala confiança, a mentira machuca, a mentira pode ser encarada como traição (e não deixa de ser).

Quem mente, aprende a não enfrentar a realidade, a não assumir sua responsabilidade perante as questões que cria ou que lhe cerca. Quem é enganado se sente tolhido em seu direito de conhecer a verdade e de poder decidir como reagir diante desta.

Já dizia Friedrich Nietzsche: “A principal mentira é a que contamos a nós mesmos.”, afinal, sempre que contamos uma mentira precisamos acreditar que estamos enganando verdadeiramente o outro, que há um bem maior por trás deste comportamento, que o outro não irá descobrir a mentira e a enganação.

Por que não ‘tomar uma boa dose de coragem’ e contar a verdade? Por que não enfrentar a adversidade?

Não há mentira que dure para sempre. Não há relacionamento que resista a mentiras, a falta de verdade, a manipulações diversas.

Dizer a verdade, entretanto, não significa magoar, não significa ‘se meter onde não é chamado’, dizer a verdade sem que haja carinho, cuidado, empatia e objetivo edificante é apenas crueldade.
Encerro com um convite a reflexão: “Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da plateia que sorria.” Charles Chaplin



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