Em sessão do Tribunal do Júri iniciada nesta quinta-feira (19) e encerrada na madrugada desta sexta (20), um homem que intermediou plano para execução de um integrante da cúpula do PCC e de seu motorista foi condenado a 34 anos de prisão.
Um dos homicídios foi praticado com recurso que impossibilitou a defesa da vítima, enquanto no outro a Justiça atestou também a qualificadora de promessa de recompensa.
Segundo a investigação, os crimes haviam sido encomendados por um empresário que teve ligações com a facção criminosa e que foi morto em um atentado ocorrido no Aeroporto de Guarulhos, em novembro de 2024.
De acordo com a denúncia, o duplo homicídio ocorreu em dezembro de 2021, na Vila Formosa, bairro da capital paulista, quando o executor se aproximou do carro das vítimas em um semáforo e efetuou diversos disparos de arma de fogo, matando os dois homens ainda no local. O ataque foi planejado e executado mediante pagamento. O réu atuou na contratação do atirador.
As investigações apontaram que a motivação do crime esteve relacionada a conflitos financeiros envolvendo o mandante, que mantinha negócios com a vítima e decidiu eliminá-la para evitar a devolução de valores.
O caso contou com a atuação dos promotores de Justiça Fabio Horner, Rodolfo Justino Morais, Lucas de Mello Schaefer e Marcelo Martinelli Filho.




