Equipamento de segurança obrigatório, o capacete protege os motociclistas e previne lesões mais graves, em caso de sinistro de trânsito. Apesar de essencial e do uso já consolidado, a ausência do capacete ainda gera infrações, a partir da constatação dos agentes da mobilidade urbana em campo ou pela fiscalização por videomonitoramento. Foram mais de 550 condutas de risco desse tipo identificadas entre 2025 e 2026.
Nesta Semana do Motociclista, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) alerta sobre a importância do equipamento de proteção, que reduz a chance de mortes, traumas na cabeça e lesões cerebrais, em caso de quedas. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstram que o uso adequado do capacete regulamentado reduz em mais de seis vezes o risco de morte em um sinistro.
Em 2026, foram 209 infrações envolvendo a falta do equipamento de segurança: 150 condutores de motocicletas e 59 passageiros foram flagrados sem capacete. Ao longo de todo o ano passado, os dois comportamentos somaram 342 irregularidades. Já no mesmo período de 2025, entre janeiro e julho, foram 222 infrações.
Deixar de utilizar o capacete enquanto pilota ou transportar garupa sem capacete é uma infração gravíssima, com multa no valor de R$ 293,47 e passível de suspensão do direito de dirigir.
Imagens flagradas pelos equipamentos de fiscalização eletrônica mostram condutores de motocicletas ou ciclomotores sem capacete também cometendo outras infrações, como avanço semafórico e uso indevido da faixa exclusiva para ônibus.
Falta de capacete causou quatro mortes entre 2025 e 2026
Os motociclistas seguem como principais vítimas do trânsito campineiro. Dez das 15 mortes registradas em vias urbanas de janeiro a maio deste ano eram de motociclistas ou garupas – 67% do total. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) apontam que a frota de motocicletas em Campinas alcançou, em junho de 2026, 171,7 mil motocicletas, motonetas e ciclomotores licenciados.
As análises de fatores de risco realizadas pelo Comitê Intersetorial Programa Vida no Trânsito demonstram que a falta do capacete já causou duas mortes de motociclistas neste ano – 29% dos sete casos analisados.
No ano passado, foram outros dois casos fatais comprovados em vias urbanas – 2,7% dos 73 casos analisados. A comprovação da falta de capacete como causa dos óbitos é atestada pelos socorristas que atuam no atendimento às vítimas e, também, pela gravidade da lesão na cabeça.
Eficácia do equipamento depende do uso correto
A segurança proporcionada pelo capacete está diretamente relacionada ao uso adequado: ele precisa estar devidamente fixado à cabeça, com a viseira abaixada e afivelado durante todo o trajeto (cinta jugular e engate, abaixo do maxilar inferior). Na ausência da viseira, é preciso utilizar óculos de proteção, em boas condições de uso.
Também é obrigatória a certificação (selo) do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), além de dispositivos retrorrefletivos de segurança nas laterais e parte traseira das motos.
O uso inadequado do equipamento resultou em 345 infrações identificadas pela Emdec neste ano: 303 condutores de motocicletas e 42 garupas foram flagrados circulando sem viseira ou óculos de proteção, com viseira levantada, danificada ou óculos inadequados.
Ao longo de toda a semana, a Emdec promove uma série de ações focadas na segurança dos motociclistas, incluindo blitze e abordagens educativas, workshop sobre pilotagem segura, no sábado (01/08) e um simulado de sinistro de trânsito na praça Arautos da Paz, no domingo (02/08). A programação completa pode ser conferida no site da Emdec.




