O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) foi preso pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), dos Estados Unidos, em Orlando, na Flórida. A informação foi confirmada pela Polícia Federal (PF), que acompanha o caso em cooperação com autoridades norte-americanas. Ainda não há definição sobre os trâmites de eventual extradição ao Brasil.
De acordo com informações preliminares, Ramagem foi abordado pelo ICE enquanto caminhava na rua e levado a um centro de detenção na cidade. A PF foi comunicada por volta das 12h (horário de Brasília) e iniciou contato com os órgãos dos EUA para entender os próximos passos.
Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a detenção está relacionada à situação migratória irregular do ex-parlamentar, que também é considerado foragido da Justiça brasileira. A ação integra esforços de cooperação internacional no combate ao crime.
Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele é apontado como integrante central da articulação que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.
Antes da conclusão do julgamento, o ex-deputado deixou o Brasil de forma clandestina, atravessando a fronteira com a Guiana, pela região de Roraima, em setembro de 2025. Posteriormente, seguiu para os Estados Unidos.
O nome de Ramagem foi incluído na lista de difusão da Interpol por determinação do ministro Alexandre de Moraes, o que permitiu sua localização e eventual detenção fora do país.
Processo de extradição e sanções
O pedido formal de extradição foi enviado pelo governo brasileiro aos Estados Unidos no fim de 2025, por meio do Ministério da Justiça e da Embaixada em Washington. As autoridades aguardam agora a evolução do caso após a prisão.
Enquanto esteve fora do país, Ramagem teve o mandato de deputado federal cassado, perdeu o passaporte diplomático e teve seus vencimentos bloqueados por decisão do STF.
Delegado da Polícia Federal desde 2005, Ramagem ganhou notoriedade ao atuar na segurança de Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018. Posteriormente, comandou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), período que também é alvo de investigações.




