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“Eu falo mesmo o que penso. Não estou nem aí, se não gostar, problema seu. Sou sincera.”

Por Sophia Rodovalho
O título da coluna é quase que um jogo dos sete erros, mas se interpretarmos a frase, ao invés de apenas lermos para buscar os erros, iremos achar ao invés de sete, milhares deles.

Vivemos em uma época complicada, uma época em que sinceridade é confundida com grosseria desmedida, que educação é confundida com soberba e com burguesia, que cuidado com o outro é confundido com falsidade. Vivemos em uma época em que a falta de educação é exaltada, pois é encarada como sinônimo de simplicidade e sinceridade.

Não é raro ouvirmos frases que nos deixam simplesmente sem resposta, mas não porque a frase está correta ou porque quem a proferiu está com a razão, mas porque não há resposta educada cabível à mesma. Toda e qualquer resposta a tal frase será agressiva e sem educação.

Entendam: Não estou dizendo para mentirmos ou para não nos expressarmos ou ainda para evitarmos dizer ao outro quando este nos magoou, prejudicou e/ou errou. Estou sugerindo que avaliemos como montaremos nossa frase, para que ao invés de passarmos uma informação assertiva, ponderada e verdadeira e que possibilite, inclusive, reflexões e mudanças, passemos apenas uma mensagem de ódio, de raiva e mostremos o quão mal educados somos. Neste caso, o máximo que conseguimos deste outro é a raiva, a chateação, a vontade de ‘pagar na mesma moeda’ e assim por diante.

Quebremos este ciclo de intolerância que os tempos ‘modernos’ e ‘livres’ nos trouxeram.

Eu posso não gostar de algum colega de trabalho, de algum vizinho, de alguém que estuda comigo, afinal de contas, afinidade não se exige, acontece, entretanto, preciso respeitá-lo, preciso conviver em harmonia com ele, ser educado e solícito sim, por que não? Não somos solícitos só com quem gostamos ou precisamos, até porque isso também pode ser chamado de ‘interesse’. Ser solícito é apenas fazer o mínimo necessário (que estiver ao meu alcance) para ajudar ao próximo, recebendo ou não retorno desta ajuda.

Durante nossa vida, nossas relações podem mudar, o outro pode nos magoar ou irritar de forma irreparável, isto é, inviabilizando a continuidade de uma relação de amizade, de trabalho e/ou de comércio com ele. Entretanto, existem formas educadas, polidas, assertivas de encerrar este vínculo. Mas por que eu faria isso, se estou encerrando uma relação? Porque encerrar esta relação desgastada e consumida por mágoas significa encerrar um ciclo e só conseguimos encerrar uma relação pautada na desavença, com cuidado, educação e respeito, caso contrário, continuo dando ao outro o direito de responder à minha ofensa e a relação segue desastrosa, doente, contaminada, cheia de ódio e rancor.

Já escutamos, com certeza, frases como: “Áh, eu sou assim mesmo, sem frescura, minha família é simples e fala mesmo. Eu falo mesmo e se não gostar, que se dane. Não sou riquinho (a) ou de burguesia e elite.”.

Atenção, por mais bizarro que pareça E D U C A Ç Ã O é diferente de poder aquisitivo ou classe social. Educação são conceitos aprendidos em casa, com os pais, simples ou finos, ricos ou pobres. E educação é a base para os relacionamentos.

Avalie sua educação, a maneira como você fala o que pensa, como você diz ao outro que está bravo ou ainda dá sua opinião. Se lhe parecer demais, ofensivo, agressivo ou ainda se parecer que vai magoar e ofender a quem te escuta. Repense. Que a maneira como você gosta de ser tratado possa ser seu norte para tratar aos demais. Que você se coloque no lugar de quem te escuta e perceba como iria se sentir e, caso a resposta for: “Me sentiria chateado” ou algo neste sentido, repense e mude sua frase. Sua ação e o que quer dizer, pode permanecer, apenas mude a maneira como o faz e a agressividade que impõe a sua frase.

“A boa educação é moeda de ouro. Em toda a parte tem valor.”
Padre Antônio Vieira

“Eu falo mesmo o que penso. Não estou nem aí, se não gostar, problema seu. Sou sincera.”

Por Sophia Rodovalho
O título da coluna é quase que um jogo dos sete erros, mas se interpretarmos a frase, ao invés de apenas lermos para buscar os erros, iremos achar ao invés de sete, milhares deles.

Vivemos em uma época complicada, uma época em que sinceridade é confundida com grosseria desmedida, que educação é confundida com soberba e com burguesia, que cuidado com o outro é confundido com falsidade. Vivemos em uma época em que a falta de educação é exaltada, pois é encarada como sinônimo de simplicidade e sinceridade.

Não é raro ouvirmos frases que nos deixam simplesmente sem resposta, mas não porque a frase está correta ou porque quem a proferiu está com a razão, mas porque não há resposta educada cabível à mesma. Toda e qualquer resposta a tal frase será agressiva e sem educação.

Entendam: Não estou dizendo para mentirmos ou para não nos expressarmos ou ainda para evitarmos dizer ao outro quando este nos magoou, prejudicou e/ou errou. Estou sugerindo que avaliemos como montaremos nossa frase, para que ao invés de passarmos uma informação assertiva, ponderada e verdadeira e que possibilite, inclusive, reflexões e mudanças, passemos apenas uma mensagem de ódio, de raiva e mostremos o quão mal educados somos. Neste caso, o máximo que conseguimos deste outro é a raiva, a chateação, a vontade de ‘pagar na mesma moeda’ e assim por diante.

Quebremos este ciclo de intolerância que os tempos ‘modernos’ e ‘livres’ nos trouxeram.

Eu posso não gostar de algum colega de trabalho, de algum vizinho, de alguém que estuda comigo, afinal de contas, afinidade não se exige, acontece, entretanto, preciso respeitá-lo, preciso conviver em harmonia com ele, ser educado e solícito sim, por que não? Não somos solícitos só com quem gostamos ou precisamos, até porque isso também pode ser chamado de ‘interesse’. Ser solícito é apenas fazer o mínimo necessário (que estiver ao meu alcance) para ajudar ao próximo, recebendo ou não retorno desta ajuda.

Durante nossa vida, nossas relações podem mudar, o outro pode nos magoar ou irritar de forma irreparável, isto é, inviabilizando a continuidade de uma relação de amizade, de trabalho e/ou de comércio com ele. Entretanto, existem formas educadas, polidas, assertivas de encerrar este vínculo. Mas por que eu faria isso, se estou encerrando uma relação? Porque encerrar esta relação desgastada e consumida por mágoas significa encerrar um ciclo e só conseguimos encerrar uma relação pautada na desavença, com cuidado, educação e respeito, caso contrário, continuo dando ao outro o direito de responder à minha ofensa e a relação segue desastrosa, doente, contaminada, cheia de ódio e rancor.

Já escutamos, com certeza, frases como: “Áh, eu sou assim mesmo, sem frescura, minha família é simples e fala mesmo. Eu falo mesmo e se não gostar, que se dane. Não sou riquinho (a) ou de burguesia e elite.”.

Atenção, por mais bizarro que pareça E D U C A Ç Ã O é diferente de poder aquisitivo ou classe social. Educação são conceitos aprendidos em casa, com os pais, simples ou finos, ricos ou pobres. E educação é a base para os relacionamentos.

Avalie sua educação, a maneira como você fala o que pensa, como você diz ao outro que está bravo ou ainda dá sua opinião. Se lhe parecer demais, ofensivo, agressivo ou ainda se parecer que vai magoar e ofender a quem te escuta. Repense. Que a maneira como você gosta de ser tratado possa ser seu norte para tratar aos demais. Que você se coloque no lugar de quem te escuta e perceba como iria se sentir e, caso a resposta for: “Me sentiria chateado” ou algo neste sentido, repense e mude sua frase. Sua ação e o que quer dizer, pode permanecer, apenas mude a maneira como o faz e a agressividade que impõe a sua frase.

“A boa educação é moeda de ouro. Em toda a parte tem valor.”
Padre Antônio Vieira

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