• Facebook
  • Twitter
  • YouTube
  • Instagram

E o que fazer quando a depressão chega?

Por Sophia Rodovalho
Com o passar dos dias o sorriso vai sendo mais raro, mais exigente pra sair, a alegria vai ficando mais rarefeita, as vontades vão resumindo-se a deitar na cama e ficar no quarto. Trabalhar e estudar passa a ser pesado demais. Tudo passa a ser difícil, penoso.

Então, bate aquela tristeza sem fim, aquele desânimo, a falta de vontade de levantar da cama, nada mais é motivo pra sorrir...

A pessoa vai pensando ser isso uma preguiça, uma falta de interesse dela mesma, começa a se questionar: “Por que estou assim? Sempre trabalhei, fui ativo (a) e agora essa preguiça, esse sentimento ruim...O que as pessoas pensarão?!”, mas apesar desta ‘exigência’ cognitiva, as forças para a mudança não aparecem, a prostração vai tomando conta, invadindo espaços e tomando lugares. A força para combater tudo isso não vem, pelo contrário, foge.

Nada tem graça, nada faz sentido, nada é necessário, nem banho, nem comer, nem conversar, nem sair de casa: “Está bom assim”, é o pensamento que toma conta da pessoa deprimida.

O choro vem, sem motivo aparente, assim, do nada, apenas vem, devastador, forte, grande, intenso, longo, doído. Só há espaço pra choro e dor no coração que sofre, na alma que escurece, na vida que fica opaca.

Familiares no começo negam, brigam, dão broncas, várias broncas, ficam irritados, querem dar um ‘susto’ e mandar parar com isso e reagir, mas trombam com alguém frágil, que aceita tudo, que escuta calado, que concorda e que volta para seu canto, mais cabisbaixo ainda, desesperam-se diante deste quadro. Emprego, clientes, fonte de renda podem se perder neste momento da vida, pois não há como remunerar quem nada faz, quem nada fala, quem ao menos justifica algo.

As dificuldades vão surgindo e tomando conta gradativamente daquela vida e a reação, que demanda esforço, força, vontade, determinação, não vem, pois a depressão é, de acordo com Mariagrazia Marini, um termo que vem do latim “de (baixar) e premere (pressionar)”, isto é, deprimere, que literalmente significa "pressão baixa". Ela é um Transtorno Afetivo (ou do Humor), caracterizado por uma alteração psíquica e orgânica global, com consequentes alterações na maneira de valorizar a realidade e a vida. O afeto pode ser entendido como a parte de nosso psiquismo responsável pela maneira de sentir e perceber a realidade.

Um dado alarmante sobre esta doença complexa é: a depressão é uma das doenças psiquiátricas mais frequentes. Uma em cada quatro mulheres e um em cada dez homens, podem vir a ter crises depressivas durante a vida desde a juventude até à terceira idade.

Trata-se de uma perturbação do humor que não deve ser confundida com sentimentos de tristeza que geralmente são relativos a acontecimentos da vida que passam com o tempo e não impedem a pessoa de viver normalmente.

Nas pessoas deprimidas há uma diminuição da vitalidade. Há um apagar do brilho, não há mais vontade e disposição para tocar a vida em frente. É uma prostração generalizada.

É preciso atenção aos sintomas apresentados, desde o início, quando ainda parecem ser uma “tristezinha”, uma ‘boemia’, uma “preguicinha”, uma falta de vontade, um desânimo, pois estes são alguns dos primeiros sinais que um indivíduo com depressão apresenta. Tais sintomas vão evoluindo e evoluindo, crescendo e ficando maiores. Se não cuidada, a depressão aumenta, fica grande e fica maior. Vai devagarzinho tomando conta da pessoa, vai retirando-lhe o brilho, a vontade de viver, a vitalidade. Vai roubando-lhe a alma, aquela alma feliz, colorida, cheia de planos e deixando, no lugar, uma alma triste, cinza, sem planos.

Quanto antes houver a intervenção neste quadro, mais sucesso o tratamento apresenta, menos sofrimento o indivíduo e seus familiares têm e mais ‘rápido’ tudo volta ao ‘normal’. Lembrando que o rápido, para um tratamento Psicológico compreende mais que dias ou semanas, muitas vezes meses e meses, pois é um tratamento complexo, que demanda autoconhecimento, enfrentamento de dificuldades, mudanças de repertório e de comportamento, enfim, envolve toda uma gama de processos e etapas.

Faz-se importante também, que esta pessoa busque ajuda médica, muitos são os recursos da medicina hoje para ajudar a tratar estes quadros, os medicamentos, grande parte das vezes, são fundamentais, pois diminuem os sintomas mais latentes e fortes que o paciente apresenta e, em conjunto com a Psicoterapia, o mesmo vai conseguindo superar esta doença avassaladora e de difícil controle.

Se você ou algum conhecido ou parente seu, encontra-se em situação semelhante às descritas acima, busque ajuda, procure um médico e um psicólogo, cuide de sua saúde mental. A depressão, apesar de muito complexa, tem tratamento que pode ser bem sucedido, portanto, busque ajuda! Se ajude e vença você esta batalha!

E o que fazer quando a depressão chega?

Por Sophia Rodovalho
Com o passar dos dias o sorriso vai sendo mais raro, mais exigente pra sair, a alegria vai ficando mais rarefeita, as vontades vão resumindo-se a deitar na cama e ficar no quarto. Trabalhar e estudar passa a ser pesado demais. Tudo passa a ser difícil, penoso.

Então, bate aquela tristeza sem fim, aquele desânimo, a falta de vontade de levantar da cama, nada mais é motivo pra sorrir...

A pessoa vai pensando ser isso uma preguiça, uma falta de interesse dela mesma, começa a se questionar: “Por que estou assim? Sempre trabalhei, fui ativo (a) e agora essa preguiça, esse sentimento ruim...O que as pessoas pensarão?!”, mas apesar desta ‘exigência’ cognitiva, as forças para a mudança não aparecem, a prostração vai tomando conta, invadindo espaços e tomando lugares. A força para combater tudo isso não vem, pelo contrário, foge.

Nada tem graça, nada faz sentido, nada é necessário, nem banho, nem comer, nem conversar, nem sair de casa: “Está bom assim”, é o pensamento que toma conta da pessoa deprimida.

O choro vem, sem motivo aparente, assim, do nada, apenas vem, devastador, forte, grande, intenso, longo, doído. Só há espaço pra choro e dor no coração que sofre, na alma que escurece, na vida que fica opaca.

Familiares no começo negam, brigam, dão broncas, várias broncas, ficam irritados, querem dar um ‘susto’ e mandar parar com isso e reagir, mas trombam com alguém frágil, que aceita tudo, que escuta calado, que concorda e que volta para seu canto, mais cabisbaixo ainda, desesperam-se diante deste quadro. Emprego, clientes, fonte de renda podem se perder neste momento da vida, pois não há como remunerar quem nada faz, quem nada fala, quem ao menos justifica algo.

As dificuldades vão surgindo e tomando conta gradativamente daquela vida e a reação, que demanda esforço, força, vontade, determinação, não vem, pois a depressão é, de acordo com Mariagrazia Marini, um termo que vem do latim “de (baixar) e premere (pressionar)”, isto é, deprimere, que literalmente significa "pressão baixa". Ela é um Transtorno Afetivo (ou do Humor), caracterizado por uma alteração psíquica e orgânica global, com consequentes alterações na maneira de valorizar a realidade e a vida. O afeto pode ser entendido como a parte de nosso psiquismo responsável pela maneira de sentir e perceber a realidade.

Um dado alarmante sobre esta doença complexa é: a depressão é uma das doenças psiquiátricas mais frequentes. Uma em cada quatro mulheres e um em cada dez homens, podem vir a ter crises depressivas durante a vida desde a juventude até à terceira idade.

Trata-se de uma perturbação do humor que não deve ser confundida com sentimentos de tristeza que geralmente são relativos a acontecimentos da vida que passam com o tempo e não impedem a pessoa de viver normalmente.

Nas pessoas deprimidas há uma diminuição da vitalidade. Há um apagar do brilho, não há mais vontade e disposição para tocar a vida em frente. É uma prostração generalizada.

É preciso atenção aos sintomas apresentados, desde o início, quando ainda parecem ser uma “tristezinha”, uma ‘boemia’, uma “preguicinha”, uma falta de vontade, um desânimo, pois estes são alguns dos primeiros sinais que um indivíduo com depressão apresenta. Tais sintomas vão evoluindo e evoluindo, crescendo e ficando maiores. Se não cuidada, a depressão aumenta, fica grande e fica maior. Vai devagarzinho tomando conta da pessoa, vai retirando-lhe o brilho, a vontade de viver, a vitalidade. Vai roubando-lhe a alma, aquela alma feliz, colorida, cheia de planos e deixando, no lugar, uma alma triste, cinza, sem planos.

Quanto antes houver a intervenção neste quadro, mais sucesso o tratamento apresenta, menos sofrimento o indivíduo e seus familiares têm e mais ‘rápido’ tudo volta ao ‘normal’. Lembrando que o rápido, para um tratamento Psicológico compreende mais que dias ou semanas, muitas vezes meses e meses, pois é um tratamento complexo, que demanda autoconhecimento, enfrentamento de dificuldades, mudanças de repertório e de comportamento, enfim, envolve toda uma gama de processos e etapas.

Faz-se importante também, que esta pessoa busque ajuda médica, muitos são os recursos da medicina hoje para ajudar a tratar estes quadros, os medicamentos, grande parte das vezes, são fundamentais, pois diminuem os sintomas mais latentes e fortes que o paciente apresenta e, em conjunto com a Psicoterapia, o mesmo vai conseguindo superar esta doença avassaladora e de difícil controle.

Se você ou algum conhecido ou parente seu, encontra-se em situação semelhante às descritas acima, busque ajuda, procure um médico e um psicólogo, cuide de sua saúde mental. A depressão, apesar de muito complexa, tem tratamento que pode ser bem sucedido, portanto, busque ajuda! Se ajude e vença você esta batalha!

INSTAGRAM

Loading interface...
  • Facebook
  • Twitter
  • YouTube
  • Instagram
© Rápido no Ar ® - O que acontece você vê!