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Áh... ficar velho, que desafio, mas que dádiva!

Por Sophia Rodovalho
"A vida não começa aos 40", a menos que se tenha a sabedoria de vivê-la. Como o "Savoir-Vivre", entre outras coisas, não emerge de uma hora para outra, sob o efeito mágico da chegada da idade, é melhor começar a preparar-se com antecedência. O segredo consiste em aprender a construir um mundo que nos permita, quando velhos, viver uma vida tranquila, digna e agradável. Algo como reescrever o último ato de uma peça de teatro, para nela podermos atuar tão magistralmente, a ponto de podermos ser aplaudidos tanto pelo "script" como pela nossa atuação. Se existe sabedoria na velhice, eis aí seu significado, diz Skinner em “Viva bem a velhice”.

Damos o nome de senescência à descrição do o envelhecimento fisiológico, ou seja, as alterações que todo ser humano passará durante o envelhecimento. Esse processo é marcado pela diminuição gradativa das funções sistêmicas, mas não há a originação de incapacidades no indivíduo.

Com o passar dos anos, com o envelhecimento, muitas são as mudanças físicas pelas quais passamos, entre as principais alterações no envelhecimento está a composição corporal. Com o avanço da idade, uma das consequências é a redução do teor de água no organismo do idoso, o que pode levar à desidratação.

Além disso, também há uma redução da massa muscular, o que pode desenvolver a sarcopenia, e uma redução da massa óssea, o que pode desenvolver um quadro de osteoporose.

Os idosos apresentam uma temperatura basal mais baixa em comparação às dos jovens.

Os sentidos também podem sofrer alterações no envelhecimento. Entre as modificações estão: alterações no paladar, podendo apresentar os sabores azedos e amargos com frequência; isso está relacionado a um menor prazer na ingestão de alimentos.

Diminuição do olfato: alteração visual, como a diminuição da visão relacionada à catarata e a outras doenças.

Diminuição da audição, muitas vezes sendo necessário o uso de aparelho auditivo;

A pele do indivíduo idoso é potencialmente frágil devido à diminuição da produção de colágeno, o que torna a pele menos elástica.


Por fim, também ocorre diminuição da sensibilidade e alteração de pigmentos da pele, o que acarreta o aparecimento de manchas e afins.

É de suma importância que possamos entender todas as modificações pelas quais passaremos e passamos ao chegarmos à velhice, primeiro, porque todos chegaremos lá, segundo porque é importante exercitarmos a empatia e cuidarmos de nossos idosos.

Nossos idosos vão vivenciando mudanças em seu corpo, em sua agilidade, em seu paladar, em sua pele, olfato, visão e audição.

Podem não andar tão rápido quanto antes, não escutar tão bem quanto antes, não enxergar como outrora, mas acumulam conhecimento de vida, acumulam sabedoria, vivência, são pessoas incríveis para que possamos conviver e aprender.

Quem nunca estudou história com o avô, não sabe o que é aprender direto da fonte e com açúcar! Crianças que convivem com os avós sorriem mais, experimentam a delícia de um relacionamento cheio de doçura e de amor.

Que delícia ter avós! Eu me lembro com carinho e saudade de estudar com o meu avô, de sua risada gostosa. Ainda tenho minha avó, e vibro com as mensagens que me manda diariamente via whatsapp, sim, tenho uma vovó moderninha do alto de seus noventa e oito anos de vida!

Como foi bom ver meu pai sendo avô para os meus filhos... toda a rigidez de um pai exigente se transformando em doçura de um avô que cantava para os netos. Como é gostoso ver minha mãe rindo e mimando os netos amados.

Neste momento de pandemia são eles que correm maior risco, caso venham a contrair a doença, precisamos nos ‘isolar’ deles e como isso é sofrido, especialmente para eles. E por que não ensinarmos a usar os aplicativos e internet para estarmos próximos? Por que não telefonarmos, para que nos ouçam e matem a saudade?

Cuidemos de nossos idosos, busquemos entender as mudanças que vivenciam em seus corpos e em suas vidas. Valorizemos nossas riquezas.

Encerro com um convite a reflexão: “Na mocidade aprendemos, na velhice compreendemos.” Marie von Ebner-Eschenbach

Áh... ficar velho, que desafio, mas que dádiva!

Por Sophia Rodovalho
"A vida não começa aos 40", a menos que se tenha a sabedoria de vivê-la. Como o "Savoir-Vivre", entre outras coisas, não emerge de uma hora para outra, sob o efeito mágico da chegada da idade, é melhor começar a preparar-se com antecedência. O segredo consiste em aprender a construir um mundo que nos permita, quando velhos, viver uma vida tranquila, digna e agradável. Algo como reescrever o último ato de uma peça de teatro, para nela podermos atuar tão magistralmente, a ponto de podermos ser aplaudidos tanto pelo "script" como pela nossa atuação. Se existe sabedoria na velhice, eis aí seu significado, diz Skinner em “Viva bem a velhice”.

Damos o nome de senescência à descrição do o envelhecimento fisiológico, ou seja, as alterações que todo ser humano passará durante o envelhecimento. Esse processo é marcado pela diminuição gradativa das funções sistêmicas, mas não há a originação de incapacidades no indivíduo.

Com o passar dos anos, com o envelhecimento, muitas são as mudanças físicas pelas quais passamos, entre as principais alterações no envelhecimento está a composição corporal. Com o avanço da idade, uma das consequências é a redução do teor de água no organismo do idoso, o que pode levar à desidratação.

Além disso, também há uma redução da massa muscular, o que pode desenvolver a sarcopenia, e uma redução da massa óssea, o que pode desenvolver um quadro de osteoporose.

Os idosos apresentam uma temperatura basal mais baixa em comparação às dos jovens.

Os sentidos também podem sofrer alterações no envelhecimento. Entre as modificações estão: alterações no paladar, podendo apresentar os sabores azedos e amargos com frequência; isso está relacionado a um menor prazer na ingestão de alimentos.

Diminuição do olfato: alteração visual, como a diminuição da visão relacionada à catarata e a outras doenças.

Diminuição da audição, muitas vezes sendo necessário o uso de aparelho auditivo;

A pele do indivíduo idoso é potencialmente frágil devido à diminuição da produção de colágeno, o que torna a pele menos elástica.


Por fim, também ocorre diminuição da sensibilidade e alteração de pigmentos da pele, o que acarreta o aparecimento de manchas e afins.

É de suma importância que possamos entender todas as modificações pelas quais passaremos e passamos ao chegarmos à velhice, primeiro, porque todos chegaremos lá, segundo porque é importante exercitarmos a empatia e cuidarmos de nossos idosos.

Nossos idosos vão vivenciando mudanças em seu corpo, em sua agilidade, em seu paladar, em sua pele, olfato, visão e audição.

Podem não andar tão rápido quanto antes, não escutar tão bem quanto antes, não enxergar como outrora, mas acumulam conhecimento de vida, acumulam sabedoria, vivência, são pessoas incríveis para que possamos conviver e aprender.

Quem nunca estudou história com o avô, não sabe o que é aprender direto da fonte e com açúcar! Crianças que convivem com os avós sorriem mais, experimentam a delícia de um relacionamento cheio de doçura e de amor.

Que delícia ter avós! Eu me lembro com carinho e saudade de estudar com o meu avô, de sua risada gostosa. Ainda tenho minha avó, e vibro com as mensagens que me manda diariamente via whatsapp, sim, tenho uma vovó moderninha do alto de seus noventa e oito anos de vida!

Como foi bom ver meu pai sendo avô para os meus filhos... toda a rigidez de um pai exigente se transformando em doçura de um avô que cantava para os netos. Como é gostoso ver minha mãe rindo e mimando os netos amados.

Neste momento de pandemia são eles que correm maior risco, caso venham a contrair a doença, precisamos nos ‘isolar’ deles e como isso é sofrido, especialmente para eles. E por que não ensinarmos a usar os aplicativos e internet para estarmos próximos? Por que não telefonarmos, para que nos ouçam e matem a saudade?

Cuidemos de nossos idosos, busquemos entender as mudanças que vivenciam em seus corpos e em suas vidas. Valorizemos nossas riquezas.

Encerro com um convite a reflexão: “Na mocidade aprendemos, na velhice compreendemos.” Marie von Ebner-Eschenbach

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