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Você já ouviu falar em plogging?

Por Redação Rápido no Ar
Esses dias, caminhando a pé da minha casa para a academia, resolvi praticar o plogging. Com uma luva de borracha em uma das mãos e portando uma sacola fui testar essa nova atividade, pois a primeira vez que ouvi sobre isso pensei: “por que alguém deveria juntar os resíduos deixados por outra pessoa?” Porém, a cada dia me convenço de que educamos pelo exemplo e que se mudarmos nosso modo de interpretar as coisas que costumamos julgar, além de melhorar como seres humanos, podemos melhorar o mundo ao nosso redor.

O que encontrei no caminho me fez refletir sobre a relação dos resíduos coletados e o conceito de cultura corporal de movimento. Vou explicar a minha linha de raciocínio: a sociedade é como é porque as pessoas são como são. Somos o que somos também por influência dessa mesma sociedade. O que pensamos, o que consumimos e as ações que temos refletem o mundo que está aí fora. Se mudamos alguns dos fatores daquilo que estamos colocando nessa equação, o resultado seguramente será diferente.

Voltando a falar do que encontrei pelo caminho: dos resíduos coletados cito as campeãs: disparadamente, as bitucas de cigarro. Infelizmente são muitas e ficam misturadas à paisagem da cidade, contaminando o cenário depois de já terem prejudicado de forma cruel e silenciosa a saúde de seu usuário, que ainda por cima as jogou ali inapropriadamente.

Lindas e coloridas, de vários tamanhos e transparências (incluindo vasilhame, tampinhas e rótulos), as garrafinhas de plástico emplacaram a prata nesse pódio meio baixo-astral. Legal, beber água é importante, mas por que a pessoa não leva consigo a sua própria garrafinha permanente? Ah, não deu? Teve que comprar na padaria? Então descarte-a adequadamente. Hidratar-se é importante, mas cuidar da natureza é tão importante quanto! E se foi refrigerante? Vale repensar a quantidade de substâncias que não contribuem em nada para a saúde do corpo. Segundo o médico cardiologista e nutrólogo, Lair Ribeiro, a cada copo de refrigerante ingerido, são necessários 32 copos de água para equilibrar o pH do sangue. Ruim para o corpo, ruim para a natureza.

O terceiro resíduo que me chamou a atenção foram as embalagens de caixinhas tipo tetra pak, como de achocolatados com canudinhos. Seu ex-dono ingeriu uma quantidade gigante de açúcar, gorduras, espessantes e outras substâncias que não o nutriram da melhor forma. Para piorar, o usuário ainda jogou a embalagem na calçada. Perde a saúde do corpo, perde a saúde do planeta.

Fim da caminhada, início da reflexão: a relação da cultura corporal com a qualidade dos produtos consumidos e a destinação inadequada dada a cada um dos resíduos gerados reflete a complexidade do mundo onde vivemos. Percebemos que cada ação humana não é isolada e que tem consequências e autoconsequências. Por meio do plogging, pudemos constatar e concluir que devemos não só ter os cuidados com nossas práticas corporais, mas devemos também ficar atentos a tudo o que nos compõe, seja físico, social, cultural ou comportamental.

Escrito por: Ana Lucia Zattar Coelho é professora nos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física do Centro Universitário Internacional Uninter.

Você já ouviu falar em plogging?

Por Redação Rápido no Ar
Esses dias, caminhando a pé da minha casa para a academia, resolvi praticar o plogging. Com uma luva de borracha em uma das mãos e portando uma sacola fui testar essa nova atividade, pois a primeira vez que ouvi sobre isso pensei: “por que alguém deveria juntar os resíduos deixados por outra pessoa?” Porém, a cada dia me convenço de que educamos pelo exemplo e que se mudarmos nosso modo de interpretar as coisas que costumamos julgar, além de melhorar como seres humanos, podemos melhorar o mundo ao nosso redor.

O que encontrei no caminho me fez refletir sobre a relação dos resíduos coletados e o conceito de cultura corporal de movimento. Vou explicar a minha linha de raciocínio: a sociedade é como é porque as pessoas são como são. Somos o que somos também por influência dessa mesma sociedade. O que pensamos, o que consumimos e as ações que temos refletem o mundo que está aí fora. Se mudamos alguns dos fatores daquilo que estamos colocando nessa equação, o resultado seguramente será diferente.

Voltando a falar do que encontrei pelo caminho: dos resíduos coletados cito as campeãs: disparadamente, as bitucas de cigarro. Infelizmente são muitas e ficam misturadas à paisagem da cidade, contaminando o cenário depois de já terem prejudicado de forma cruel e silenciosa a saúde de seu usuário, que ainda por cima as jogou ali inapropriadamente.

Lindas e coloridas, de vários tamanhos e transparências (incluindo vasilhame, tampinhas e rótulos), as garrafinhas de plástico emplacaram a prata nesse pódio meio baixo-astral. Legal, beber água é importante, mas por que a pessoa não leva consigo a sua própria garrafinha permanente? Ah, não deu? Teve que comprar na padaria? Então descarte-a adequadamente. Hidratar-se é importante, mas cuidar da natureza é tão importante quanto! E se foi refrigerante? Vale repensar a quantidade de substâncias que não contribuem em nada para a saúde do corpo. Segundo o médico cardiologista e nutrólogo, Lair Ribeiro, a cada copo de refrigerante ingerido, são necessários 32 copos de água para equilibrar o pH do sangue. Ruim para o corpo, ruim para a natureza.

O terceiro resíduo que me chamou a atenção foram as embalagens de caixinhas tipo tetra pak, como de achocolatados com canudinhos. Seu ex-dono ingeriu uma quantidade gigante de açúcar, gorduras, espessantes e outras substâncias que não o nutriram da melhor forma. Para piorar, o usuário ainda jogou a embalagem na calçada. Perde a saúde do corpo, perde a saúde do planeta.

Fim da caminhada, início da reflexão: a relação da cultura corporal com a qualidade dos produtos consumidos e a destinação inadequada dada a cada um dos resíduos gerados reflete a complexidade do mundo onde vivemos. Percebemos que cada ação humana não é isolada e que tem consequências e autoconsequências. Por meio do plogging, pudemos constatar e concluir que devemos não só ter os cuidados com nossas práticas corporais, mas devemos também ficar atentos a tudo o que nos compõe, seja físico, social, cultural ou comportamental.

Escrito por: Ana Lucia Zattar Coelho é professora nos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física do Centro Universitário Internacional Uninter.
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