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Queimada deixa 106 mil sem energia em Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara e Sumaré

Por Redação Rápido no Ar
Uma queimada próximo da subestação de energia da CPFL Paulista (Companhia Paulista de Força e Luz) na Rodovia Júlio Mauerberg, em Nova Odessa, deixou 106 mil imóveis sem energia elétrica na tarde desta segunda-feira (9). As cidades de Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré foram afetadas.



Em nota, a CPFL informou que o incêndio foi controlado pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. Os locais afetados ficaram sem energia das 12h53 até as 14h. As causas da queimada seguem sob investigação.

A distribuidora alerta que focos de incêndio podem provocar desligamentos. A região de Araraquara e São José do Rio Preto é recordista de casos.
O tempo seco e a falta de chuva recente causaram uma preocupação adicional para as distribuidoras e transmissoras de energia elétrica: o risco de incêndio em terrenos baldios, ou as conhecidas queimadas, que ocorrem em áreas rurais, e que atingem as redes de distribuição e transmissão. A baixa umidade, a vegetação ressecada e ventos fortes são fatores que podem alimentar o fogo, colocando em risco o fornecimento de energia.

Se não bastassem aos danos ao meio ambiente e a segurança e saúde da população, o fogo pode atingir os cabos elétricos, desligando a rede e provocando prejuízos para a população, empresas e estabelecimentos comerciais. Um incêndio ou queimada mal controlada, provocam graves prejuízos, causando desde pequenos cortes no fornecimento de energia, conhecidos como piscas, até os grandes desligamentos. Para as indústrias, mesmos os piscas são prejudiciais, uma vez que podem queimar maquinários e danificar equipamentos.



Segundo dados do Centro de Operações da CPFL Paulista, com o início do período seco, em junho desse ano (2017), já foram registradas 85 ocorrências de queimadas que afetaram a rede elétrica da região de Araraquara e São Carlos, e 88 casos em São José do Rio Preto, o que torna essas regiões recordistas em ocorrências. Em Ribeirão Preto foram registradas 72 interrupções, e em Bauru, foram 31 interrupções. Já na região de Campinas, embora existam leis municipais proibindo a prática das queimadas, esse ano os incêndios também causaram problemas: foram 49 interrupções.

Essas são as principais regiões onde incêndios e queimadas provocam danos ao sistema elétrico e prejudicam o fornecimento de energia. Ao todo, as ocorrências desabasteceram 30.664 consumidores. Em junho e julho foram 120 ocorrências, afetando o fornecimento de energia para 2.965 clientes, ao passo que em agosto e setembro já registradas foram 205 ocorrências – 20.844 clientes afetados. No mesmo período do ano passado (2016), foram registrados 24 casos de interrupções, ocasionados por queimadas, em Ribeirão Preto. Em São José do Rio Preto ocorreram 26 casos, em Araraquara e São Carlos foram registradas 36 ocorrências e 5 interrupções por queimadas em Bauru.



“É importante que toda a população e principalmente os produtores agrícolas entendam que os incêndios causam prejuízos, tanto para a saúde das pessoas, como para a economia. O uso do fogo como método de poda de algumas plantações, provoca danos graves e desliga os sistemas de transmissão e distribuição de energia”, alerta o Diretor Presidente da CPFL Paulista, Carlos Zamboni Neto. “O impacto das queimadas sobre a rede elétrica é grande e maior ainda quando se fala de linhas de transmissão, responsáveis pelo abastecimento de regiões inteiras”, conclui.

O calor do fogo, mesmo quando não atinge diretamente os cabos elétricos, também pode provocar curtos-circuitos, interrompendo o abastecimento de cidades inteiras. O ar quente gerado pelos dos incêndios também pode criar um campo ionizado, propiciando o fechamento de arcos elétricos* que desligam as linhas de eletricidade, além de outros danos. A fuligem gerada pelas queimadas, espalhada pelo vento, além de provocar transtornos respiratórios na população, também pode causar problemas ao aquecer o ar, tornando-o mais condutor e aumentando as chances de um curto-circuito na rede.

Outro foco de preocupação é com o volume de fumaça, que pode causar superaquecimento dos cabos, diminuindo a sua resistência e facilitando o rompimento. O fogo também pode queimar a base das torres de transmissão, que, em alguns casos, é de madeira, provocando sua queda.

Legislação sobre queimadas

Proibidas em algumas áreas municipais, as queimadas são autorizadas pelo Ibama sob critérios técnicos, com o uso de aceiros, que impedem a propagação do fogo além dos limites estabelecidos. Ao receber a autorização para a queimada, o proprietário da área é instruído sobre a melhor maneira de executar o trabalho. O Ibama também distribui material educativo onde a prática é usual. Em situações especiais, o Ibama pode proibir queimada, o que não impede que ela ocorra de forma ilegal, provocando incêndios florestais.

Como forma de prevenir tais situações, conforme os Decretos Federais 24.643/34, 35.851/54, 41.019/57 e 84.398/80, uma das medidas que devem ser respeitadas pelos produtores no cultivo é o respeito às faixas de servidão, que são os corredores de 30 ou 40 metros de largura localizados embaixo das linhas de transmissão, nos quais não é permitido o plantio.

Já o Decreto Estadual 45.869/2001 regulamenta a queima controlada como fator de produção e manejo em atividades agrícolas, proibindo queimadas próximas a instalações elétricas e de telecomunicações. Para evitar a incidência de focos de incêndio, a prática de soltar ou fabricar balões é considerada crime ambiental pela Lei Federal nº 9605/98, sendo que o infrator está sujeito a uma pena de um a três anos de detenção, além de ser multado.

Dicas para o convívio adequado entre rede elétrica e queimadas:
· Não realize queimadas em áreas próximas às redes elétricas;

· Faça “aceiros” para controlar o fogo;

· Respeite a “faixa de servidão” ao realizar o plantio;

· Não solte balões. Além de ser proibido por Lei, o balão provoca incêndios;

· Não jogue pontas de cigarro acesas nas matas ou em acostamentos das rodovias. Muitos incêndios surgem desse ato;

· Ao identificar um foco de incêndio, avise a Guarda Florestal e o Corpo de Bombeiros. Se for às margens de uma rodovia, ou próximo de uma rede elétrica avise também a concessionária responsável.

Queimada deixa 106 mil sem energia em Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara e Sumaré

Por Redação Rápido no Ar
Uma queimada próximo da subestação de energia da CPFL Paulista (Companhia Paulista de Força e Luz) na Rodovia Júlio Mauerberg, em Nova Odessa, deixou 106 mil imóveis sem energia elétrica na tarde desta segunda-feira (9). As cidades de Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré foram afetadas.



Em nota, a CPFL informou que o incêndio foi controlado pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. Os locais afetados ficaram sem energia das 12h53 até as 14h. As causas da queimada seguem sob investigação.

A distribuidora alerta que focos de incêndio podem provocar desligamentos. A região de Araraquara e São José do Rio Preto é recordista de casos.
O tempo seco e a falta de chuva recente causaram uma preocupação adicional para as distribuidoras e transmissoras de energia elétrica: o risco de incêndio em terrenos baldios, ou as conhecidas queimadas, que ocorrem em áreas rurais, e que atingem as redes de distribuição e transmissão. A baixa umidade, a vegetação ressecada e ventos fortes são fatores que podem alimentar o fogo, colocando em risco o fornecimento de energia.

Se não bastassem aos danos ao meio ambiente e a segurança e saúde da população, o fogo pode atingir os cabos elétricos, desligando a rede e provocando prejuízos para a população, empresas e estabelecimentos comerciais. Um incêndio ou queimada mal controlada, provocam graves prejuízos, causando desde pequenos cortes no fornecimento de energia, conhecidos como piscas, até os grandes desligamentos. Para as indústrias, mesmos os piscas são prejudiciais, uma vez que podem queimar maquinários e danificar equipamentos.



Segundo dados do Centro de Operações da CPFL Paulista, com o início do período seco, em junho desse ano (2017), já foram registradas 85 ocorrências de queimadas que afetaram a rede elétrica da região de Araraquara e São Carlos, e 88 casos em São José do Rio Preto, o que torna essas regiões recordistas em ocorrências. Em Ribeirão Preto foram registradas 72 interrupções, e em Bauru, foram 31 interrupções. Já na região de Campinas, embora existam leis municipais proibindo a prática das queimadas, esse ano os incêndios também causaram problemas: foram 49 interrupções.

Essas são as principais regiões onde incêndios e queimadas provocam danos ao sistema elétrico e prejudicam o fornecimento de energia. Ao todo, as ocorrências desabasteceram 30.664 consumidores. Em junho e julho foram 120 ocorrências, afetando o fornecimento de energia para 2.965 clientes, ao passo que em agosto e setembro já registradas foram 205 ocorrências – 20.844 clientes afetados. No mesmo período do ano passado (2016), foram registrados 24 casos de interrupções, ocasionados por queimadas, em Ribeirão Preto. Em São José do Rio Preto ocorreram 26 casos, em Araraquara e São Carlos foram registradas 36 ocorrências e 5 interrupções por queimadas em Bauru.



“É importante que toda a população e principalmente os produtores agrícolas entendam que os incêndios causam prejuízos, tanto para a saúde das pessoas, como para a economia. O uso do fogo como método de poda de algumas plantações, provoca danos graves e desliga os sistemas de transmissão e distribuição de energia”, alerta o Diretor Presidente da CPFL Paulista, Carlos Zamboni Neto. “O impacto das queimadas sobre a rede elétrica é grande e maior ainda quando se fala de linhas de transmissão, responsáveis pelo abastecimento de regiões inteiras”, conclui.

O calor do fogo, mesmo quando não atinge diretamente os cabos elétricos, também pode provocar curtos-circuitos, interrompendo o abastecimento de cidades inteiras. O ar quente gerado pelos dos incêndios também pode criar um campo ionizado, propiciando o fechamento de arcos elétricos* que desligam as linhas de eletricidade, além de outros danos. A fuligem gerada pelas queimadas, espalhada pelo vento, além de provocar transtornos respiratórios na população, também pode causar problemas ao aquecer o ar, tornando-o mais condutor e aumentando as chances de um curto-circuito na rede.

Outro foco de preocupação é com o volume de fumaça, que pode causar superaquecimento dos cabos, diminuindo a sua resistência e facilitando o rompimento. O fogo também pode queimar a base das torres de transmissão, que, em alguns casos, é de madeira, provocando sua queda.

Legislação sobre queimadas

Proibidas em algumas áreas municipais, as queimadas são autorizadas pelo Ibama sob critérios técnicos, com o uso de aceiros, que impedem a propagação do fogo além dos limites estabelecidos. Ao receber a autorização para a queimada, o proprietário da área é instruído sobre a melhor maneira de executar o trabalho. O Ibama também distribui material educativo onde a prática é usual. Em situações especiais, o Ibama pode proibir queimada, o que não impede que ela ocorra de forma ilegal, provocando incêndios florestais.

Como forma de prevenir tais situações, conforme os Decretos Federais 24.643/34, 35.851/54, 41.019/57 e 84.398/80, uma das medidas que devem ser respeitadas pelos produtores no cultivo é o respeito às faixas de servidão, que são os corredores de 30 ou 40 metros de largura localizados embaixo das linhas de transmissão, nos quais não é permitido o plantio.

Já o Decreto Estadual 45.869/2001 regulamenta a queima controlada como fator de produção e manejo em atividades agrícolas, proibindo queimadas próximas a instalações elétricas e de telecomunicações. Para evitar a incidência de focos de incêndio, a prática de soltar ou fabricar balões é considerada crime ambiental pela Lei Federal nº 9605/98, sendo que o infrator está sujeito a uma pena de um a três anos de detenção, além de ser multado.

Dicas para o convívio adequado entre rede elétrica e queimadas:
· Não realize queimadas em áreas próximas às redes elétricas;

· Faça “aceiros” para controlar o fogo;

· Respeite a “faixa de servidão” ao realizar o plantio;

· Não solte balões. Além de ser proibido por Lei, o balão provoca incêndios;

· Não jogue pontas de cigarro acesas nas matas ou em acostamentos das rodovias. Muitos incêndios surgem desse ato;

· Ao identificar um foco de incêndio, avise a Guarda Florestal e o Corpo de Bombeiros. Se for às margens de uma rodovia, ou próximo de uma rede elétrica avise também a concessionária responsável.

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