A Polícia Civil concluiu o segundo inquérito que apura a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump realizado na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, e indiciou a organizadora do evento por homicídio e fraude processual.
Além do indiciamento, os investigadores solicitaram à Justiça a conversão da prisão temporária da mulher em prisão preventiva. Ela está presa desde o dia 20 de junho.
Investigação aponta responsabilidade na organização do evento
De acordo com a Polícia Civil, a investigada fazia parte do núcleo responsável pela realização da atividade, atuando na logística, administração dos participantes, divulgação e manutenção da estrutura utilizada no evento.
Segundo o relatório final, ela teria assumido o risco ao permitir que a prática ocorresse em condições consideradas inadequadas, tendo o dever legal de garantir a segurança dos participantes.
O caso aconteceu no dia 13 de junho, quando Maria Eduarda morreu após ser lançada da plataforma sem estar presa ao sistema de cordas.
Prisão de outros investigados pode ser revista
A Polícia Civil também pediu à Justiça a revogação das prisões de outros dois investigados que foram detidos durante as apurações e aguardam decisão judicial.
Paralelamente, outro inquérito segue em andamento para localizar a câmera utilizada pela vítima no momento do acidente, equipamento que pode ajudar a esclarecer detalhes da dinâmica da tragédia.
Caso gerou comoção na região
A morte da jovem de 21 anos provocou grande repercussão em Limeira e cidades vizinhas, levantando discussões sobre a segurança e a regulamentação de atividades radicais realizadas por grupos independentes.
O processo agora seguirá para análise do Ministério Público e da Justiça.




