O Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou, nesta quarta-feira (18), a Operação Dry Fall, em ação conjunta com a Polícia Federal e o 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) de Piracicaba.
A operação teve como objetivo combater uma organização criminosa investigada por tráfico interestadual de drogas, comércio ilegal de armas de fogo, homicídios e lavagem de dinheiro, além de buscar desarticular o núcleo financeiro dos alvos, com o sequestro e a indisponibilidade de bens e valores.
foram cumpridos 12 mandados de prisão, e de busca e apreensão, dos quais resultaram em 19 indivíduos presos, alvos das investigações, 66 veículos apreendidos, possivelmente utilizados nas atividades criminosas, diversos aparelhos celulares, 01 notebook e 02 pen drives recolhidos, que servirão para aprofundamento das investigações.
Segundo a investigação, o grupo teria base operacional no interior paulista, nos municípios de Rio Claro e Araras, além de conexões com integrantes de facção criminosa do Rio de Janeiro.
As apurações apontam que a organização atua de forma estruturada, com divisão de funções voltadas ao fornecimento e transporte de drogas, à circulação de armas de alto poder destrutivo, movimentação financeira e ocultação de patrimônio. Ficou apontada ainda a participação do grupo em disputas violentas por territórios relacionados ao tráfico de drogas, com reflexos em homicídios ocorridos no interior do Estado de São Paulo.
Os mandados de busca estão sendo cumpridos em endereços localizados em cidades do interior de São Paulo (Rio Claro, Araras, Bragança Paulista, Nova Odessa, Mogi Mirim, Limeira, Hortolândia, Sumaré, Socorro e Santa Bárbara d’Oeste) e da Grande São Paulo (Santo André, São Bernardo do Campo e Mauá), assim como na paranaense Foz do Iguaçu e na mineira João Monlevade.
Resultado
Além da prisão de 19 pessoas, também foram apreendidos tabletes e porções de “dry”, maconha, flores de maconha e entorpecentes sintéticos e houve bloqueio de aproximadamente 150 contas bancárias, podendo alcançar até R$ 70 milhões, além da suspensão das atividades de 20 empresas de fachada, utilizadas para ocultação e movimentação de recursos
ilícitos.




