A soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava, no Brás, região central de São Paulo, na manhã de quarta-feira (18). O caso foi registrado inicialmente como suicídio consumado, mas posteriormente passou a constar também como morte suspeita. A Polícia Civil investiga as circunstâncias.
Gisele era casada com o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto e deixa uma filha de 7 anos, de outro relacionamento.
De acordo com o boletim de ocorrência, o marido afirmou ter encontrado a policial caída no chão, com uma arma na mão e sangramento intenso. Ela foi socorrida ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que diligências estão em andamento. O caso foi registrado no 8º Distrito Policial (Brás) e segue sob apuração.
Em depoimento, a mãe da vítima afirmou que o relacionamento do casal era conturbado e relatou episódios que classificou como abusivos. Segundo ela, a filha teria manifestado intenção de se separar dias antes da morte.
A mãe também relatou que o oficial teria enviado à vítima uma imagem em que aparecia com uma arma apontada para a própria cabeça, após discussões.
Até o momento, o tenente-coronel não é tratado como suspeito formal no inquérito.
Versão apresentada pelo marido
Segundo o depoimento do oficial, o casal se conheceu em 2021 e oficializou o relacionamento em 2023, casando-se no ano seguinte. Ele relatou que, em 2025, o relacionamento passou a enfrentar conflitos, agravados por denúncias anônimas na Corregedoria da PM e suspeitas de infidelidade, que teriam provocado discussões frequentes.
Na manhã de quarta-feira, o tenente-coronel afirmou que foi ao quarto da esposa propor a separação. Após uma discussão, ele disse ter ido tomar banho. Segundo o relato, ouviu um barulho e, ao sair, encontrou Gisele caída no chão.
A defesa do oficial não havia se manifestado até a última atualização. A Polícia Civil aguarda laudos periciais para esclarecer as circunstâncias da morte.




