O Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito civil para apurar denúncias de supostas irregularidades na execução de um projeto de vôlei financiado pela Prefeitura de Limeira. Entre os fatos investigados está a suspeita de que parte da ajuda de custo destinada aos atletas era repassada ao treinador da equipe.
Conforme o inquérito, atletas contemplados pelo projeto recebiam uma ajuda de custo mensal de R$ 500, prevista em convênio firmado entre a Prefeitura de Limeira e o Instituto Esportivo Crescer Juntos, responsável pela execução das atividades.
Segundo o Ministério Público, há indícios de que o técnico Fábio Eduardo Cassiano exigia que os atletas devolvessem R$ 350 desse valor. A investigação aponta que os repasses eram realizados por meio de transferências via Pix para a conta pessoal do treinador.
O Ministério Público também investiga a atuação da presidente do instituto, Fúlvia Lúcia Margotti, por suposta ciência das irregularidades apontadas.
Diante dos elementos reunidos até o momento, o Ministério Público recomendou à Prefeitura de Limeira a suspensão do contrato firmado com o Instituto Crescer Juntos e o bloqueio dos repasses financeiros destinados à entidade.
Em nota, a Prefeitura informou que instaurou uma sindicância administrativa para apurar os fatos e confirmou a suspensão do convênio, além de informar que está à disposição para colaborar com as investigações.
O treinador também foi afastado preventivamente das atividades relacionadas ao projeto.
Projeto atendia centenas de crianças
De acordo com informações apuradas pela reportagem do Rápido no Ar, crianças e adolescentes assistidos pelo programa esportivo foram afetados pela suspensão das atividades e dos repasses em razão da investigação.
Além do inquérito civil, o Ministério Público encaminhou a denúncia à Polícia Civil, solicitando a instauração de investigação para apurar eventual responsabilidade criminal.
Durante as diligências, também foi identificado um alojamento administrado pelo treinador, utilizado para receber atletas ligados ao projeto. Esse fato passou a ser analisado em procedimento específico pela Promotoria da Infância.
Instituto ainda não se manifestou ao Rápido no Ar
A equipe do Rápido no Ar entrou em contato com o Instituto Crescer Juntos e com técnico para solicitar um posicionamento sobre as denúncias e as medidas adotadas após a abertura da investigação.
Até o fechamento desta reportagem, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação dos envolvidos.




