A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta terça-feira (21) ter realizado um ataque com mísseis contra um centro de dados da Amazon no Bahrein. A empresa ainda não comentou a alegação. O episódio ocorre em meio à escalada do conflito entre Irã e Estados Unidos, que também registraram novas ações militares na região.
Em comunicado, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou que atingiu a infraestrutura de um centro de dados da Amazon localizado no Bahrein.
Segundo a declaração, o alvo foi destruído por mísseis de cruzeiro. Até a publicação desta matéria, a Amazon não havia confirmado nem comentado a informação.
O Exército do Bahrein informou que o país foi alvo de ataques iranianos contra áreas civis, mas não especificou quais instalações foram atingidas. As autoridades afirmaram ainda que sistemas de defesa interceptaram diversos ataques aéreos.
Novos ataques também foram anunciados contra bases dos EUA
Além do Bahrein, a Guarda Revolucionária afirmou ter atacado radares e sistemas de defesa dos Estados Unidos na Base Aérea de Jaber, no Kuwait.
O grupo também declarou que uma base militar norte-americana na região de Al-Rukban, na Jordânia, foi atingida e que militares dos EUA morreram na ação. Até o momento, não houve confirmação independente dessas alegações.
Estados Unidos anunciam nova ofensiva
Os Estados Unidos informaram que realizaram uma nova série de ataques contra instalações militares iranianas.
Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), os alvos incluíram centros de comando, instalações marítimas, locais de lançamento de mísseis e drones, além de sistemas de defesa aérea utilizados pelo Irã.
Também nesta terça-feira, o presidente Donald Trump voltou a ameaçar atacar o complexo nuclear conhecido como Montanha Pickaxe, próximo às instalações nucleares de Natanz.
Conflito pressiona mercado do petróleo
A intensificação dos confrontos voltou a impactar o mercado internacional de energia.
O barril do petróleo Brent registrou alta de cerca de 2% e voltou a ser negociado próximo de US$ 90, refletindo as preocupações com o abastecimento global.
A tensão aumentou ainda mais após os houthis, grupo aliado do Irã no Iêmen, anunciarem um bloqueio naval contra embarcações ligadas à Arábia Saudita no estreito de Bab el-Mandeb.
Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), a escalada do conflito aumenta os riscos para o fornecimento mundial de combustíveis, principalmente devido à importância estratégica dos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb para o transporte internacional de petróleo.




