A Prefeitura de Hortolândia informou nesta quarta-feira (4) que identificou o primeiro caso de leishmaniose visceral em um cachorro no município. O animal permanece sob os cuidados do tutor, enquanto a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) aguarda o resultado de um exame de contraprova.
Após a identificação, o município iniciou uma ação para testar outros 103 cães do Jardim Santa Clara do Lago II. A coleta de sangue começou na terça-feira (3) e segue até quinta-feira (5).
As amostras serão encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, em Campinas. Agentes da UVZ também visitaram residências do bairro para cadastrar os animais e orientar os moradores.
Transmissão depende do inseto
A leishmaniose visceral é transmitida pela picada do mosquito-palha infectado e pode atingir animais e pessoas. Não há transmissão direta do cachorro para o ser humano. Cães infectados podem servir como fonte do parasita para o inseto transmissor.
A doença é causada por um parasita do gênero Leishmania e pode comprometer órgãos como o fígado e o baço.
Sinais que merecem atenção
Nos cães, a infecção pode permanecer sem sintomas por longos períodos. Entre os sinais possíveis estão perda de apetite, emagrecimento, fraqueza, feridas na pele, queda de pelos e crescimento excessivo das unhas.
Em pessoas, os sintomas incluem febre prolongada, fraqueza, perda de peso e anemia. O tratamento da leishmaniose visceral está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Cuidados com quintais e locais onde os animais ficam
Segundo as orientações divulgadas, a prevenção envolve reduzir os ambientes favoráveis ao mosquito-palha, especialmente locais úmidos com acúmulo de matéria orgânica.
Entre os cuidados estão manter quintais e terrenos limpos, recolher folhas, frutos caídos e fezes de animais, além de limpar regularmente os espaços onde os cães permanecem.




