O candidato de Limeira ao Senado Federal, Guto Schiavetto, do Partido Missão, conquistou 392.916 votos no estado de São Paulo nas eleições de 2026. Apesar de não ter sido eleito, o desempenho surpreendeu o próprio candidato e coloca o seu nome em evidência no cenário político estadual.
As duas vagas destinadas a São Paulo no Senado ficaram com Guilherme Derrite e André do Prado. Mesmo sem conquistar uma cadeira, Schiavetto avaliou o resultado de forma positiva e afirmou que considera a votação o início de uma trajetória maior na política.
Segundo Guto, a campanha foi realizada de maneira bastante modesta quando comparada à estrutura financeira de seus adversários. Ele afirma que teve aproximadamente R$ 25 mil à disposição para a disputa, enquanto outros candidatos contaram com milhões de reais para financiar suas campanhas.
Schiavetto afirmou que sua trajetória política começou nos movimentos populares de rua, antes do período da pandemia. Foi nesse ambiente que ele teria conhecido Renan Santos, líder nacional do Partido Missão e candidato à Presidência da República.
De acordo com Guto, já nos últimos dias do prazo para registro das candidaturas, ele recebeu o convite da Executiva Nacional do partido, para representar a legenda na disputa pelo Senado em São Paulo. O desafio foi aceito imediatamente, e seu nome foi colocado à disposição da Justiça Eleitoral e dos eleitores paulistas.
Com o resultado obtido nas urnas, Guto Schiavetto passa a ser visto como uma nova força política em Limeira e na região. Os próximos passos, entretanto, dependerão das decisões do próprio Partido Missão. Entre as possibilidades para o futuro estão uma eventual candidatura a vereador ou até mesmo a prefeito de Limeira nas próximas eleições municipais. Guto já foi candidato a vereador em 2024.
Segundo turno
Questionado sobre qual posição deverá adotar no segundo turno da eleição presidencial, entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Guto afirmou que ainda deverá consultar as lideranças do partido.
A tendência, porém, é de que o Partido Missão não declare apoio a nenhum dos dois candidatos, seguindo o posicionamento de seu líder nacional, Renan Santos, que se coloca contrário às ideologias de ambos os postulantes que avançaram para o segundo turno.
Nesse cenário, a orientação mais provável é que o partido deixe seus filiados e apoiadores livres para escolherem o candidato de sua preferência.




