Trabalhadores dos Correios ocuparam, na madrugada desta quarta-feira (16), o Centro Logístico de Distribuição de Indaiatuba (SP). A mobilização faz parte da greve da categoria e bloqueou a entrada e a saída de cargas da unidade, com reflexos nas entregas destinadas às cidades atendidas pelo centro.
Segundo o sindicato que representa os trabalhadores na região, a paralisação busca pressionar a estatal pela retomada das negociações. A categoria reivindica melhorias na proposta de reajuste salarial e questiona mudanças nas condições do plano de saúde.
Os Correios, por outro lado, afirmam que adotaram medidas para manter a operação e estão direcionando cargas para outras unidades.
Bloqueio atinge distribuição de encomendas
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de Campinas e Região (Sintect-Cas), a ocupação impede a movimentação normal de cargas no centro logístico.
A entidade afirma que a medida compromete as cargas previstas para esta quarta-feira nas cidades atendidas pela unidade.
Os Correios contestam que a distribuição tenha sido totalmente interrompida. Em nota, a empresa informou que está remanejando a carga postal para outras unidades, deslocando veículos e mobilizando funcionários administrativos para apoiar a operação e realizar mutirões.
As agências, segundo a estatal, permanecem abertas e funcionando normalmente.
Trabalhadores cobram reajuste e mudanças no plano de saúde
A greve teve início na noite do dia 10 de setembro. Entre as principais reivindicações apresentadas pelo sindicato estão a reposição das perdas inflacionárias e melhores condições no plano de saúde.
Segundo a entidade, a proposta apresentada durante as negociações não atenderia às reivindicações salariais. O sindicato também critica o valor das mensalidades do convênio médico e afirma que mais de 30 mil empregados já teriam deixado o plano por dificuldades para arcar com os custos.
Os Correios informaram que ajuizaram pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) depois que a mediação terminou sem acordo e a proposta para o ACT 2026/2028 foi rejeitada nas assembleias.
TST determinou manutenção de 80% do efetivo
No sábado (12), o TST determinou liminarmente que 80% dos trabalhadores sejam mantidos em atividade em cada unidade ou estabelecimento durante a paralisação, conforme informado pelos Correios.
O julgamento do dissídio coletivo está previsto para segunda-feira (21), às 13h30. Ainda poderá haver acordo entre trabalhadores e empresa antes da análise pelo tribunal.




