A atitude rápida do delegado André de França Oliveira, que atua na UPJA (Unidade de Polícia Judiciária Agrupada), de Piracicaba (SP), em representar pela prisão temporária de um homem, de 25 anos, no domingo (11), após denúncia de estupro de vulnerável contra um parente – criança -, fez com que o juiz acatasse o pedido e o acusado fosse preso nesta segunda-feira (12).
O caso é da cidade de Capivari (SP), mas por ter sido apresentado no final de semana, geralmente, as ocorrências são registradas em Piracicaba (SP). Como no domingo André de França estava de plantão na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), ele não pôde manter o homem preso, pelo fato de o crime ter ocorrido em data passada e ele não se encontrar em situação de flagrante.
Apesar de o homem ter sido liberado, André de França e o investigador Leandro, que trabalharam juntos no domingo, continuaram monitorando-o. Nesta segunda-feira (12), ao serem informados sobre a decretação da prisão temporária, os dois, que estavam de folga, viajaram para Capivari e efetuaram a prisão.
Segundo a denúncia, os abusos teriam sido iniciados quando a criança estava com aproximadamente 07 anos. Atualmente, ela tem menos de 12 anos. Cansada da situação, a vítima revelou o crime aos familiares no domingo mesmo, ocasião em que a GCM de Capivari apresentou o homem na DDM de Piracicaba.
O investigado, que continuava morando na mesma casa em que a vítima, informou já ter sido preso anteriormente, pela Polícia Federal, em investigação relacionada ao armazenamento de material de pornografia infanto-juvenil.

Após a formalização da captura, ele foi levado para o Plantão Policial de Piracicaba, onde ficará até que haja prorrogação da temporária ou que seja decretada prisão preventiva.
De acordo com o delegado, a atuação integrada entre as unidades da Polícia Civil e Guarda Civil de Capivari demonstra o compromisso permanente das forças de segurança com a proteção de crianças e adolescentes, a responsabilização dos autores de crimes sexuais e a rápida resposta diante de ocorrências de elevada gravidade.
As investigações prosseguem sob sigilo, visando ao completo esclarecimento dos fatos e à produção de todos os elementos probatórios necessários à responsabilização criminal do investigado, sempre em observância à legislação vigente e à proteção integral da vítima.




