Depois da revolta, vem a pergunta que pesa no bolso: afinal de contas, quem vai pagar pelo prejuízo?
O Rápido no Ar mostrou nesta terça-feira (6) o caso de uma professora e uma engenheira civil que encontraram seus veículos completamente riscados após serem abordadas por um homem no Largo da Boa Morte, na região central de Limeira.
Os estragos foram grandes. Um Ford Ka e um Volkswagen T-Cross tiveram boa parte da lataria riscada. Em um dos veículos, uma pedra que pode ter sido utilizada para provocar os danos foi deixada sobre a maçaneta da porta.
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Mas quem é responsável por pagar essa conta?
O Rápido no Ar ouviu a advogada Mariana Tellis, que explicou que, infelizmente, na maioria das situações desse tipo, o prejuízo acaba ficando com o próprio proprietário do veículo.
Segundo a advogada, seguros normalmente não cobrem danos provocados por vandalismo, a menos que exista uma cláusula específica prevendo essa cobertura no contrato.
E existe outro detalhe que muita gente desconhece: mesmo que o motorista tenha pago pelo estacionamento rotativo, isso não significa que o Município ou a empresa responsável pelo sistema tenha obrigação de indenizar o proprietário.

Mariana explica que o pagamento do ticket corresponde à utilização do espaço público e à organização da rotatividade das vagas em regiões de grande movimento. O serviço, por si só, não representa guarda ou vigilância individual do veículo.
Nesse cenário, a alternativa seria conseguir identificar o responsável pelos danos, registrar o boletim de ocorrência e buscar judicialmente o ressarcimento dos prejuízos.
No caso registrado no Largo da Boa Morte, as vítimas acionaram a Guarda Civil Municipal (GCM), mas o homem que havia tentado abordá-las não foi localizado. As duas mulheres registraram boletim de ocorrência.
Caso o responsável pelos danos seja identificado, as vítimas poderão buscar a responsabilização e o ressarcimento judicialmente. Se ele não for localizado ou não tiver condições de arcar com os danos, porém, na prática o prejuízo pode acabar ficando para as próprias proprietárias.
Além de terem os carros vandalizados em plena região central de Limeira, elas ainda podem ter que tirar do próprio bolso o dinheiro necessário para reparar toda a lataria.




