A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu nesta quinta-feira (25) o principal suspeito pela morte de Joice Batiston, de 27 anos, que havia solicitado uma corrida por aplicativo para encontrar amigas e assistir ao jogo do Brasil pela Copa do Mundo, na última sexta-feira (19).
O homem, de 30 anos, trabalhava como motorista por aplicativo e foi localizado na casa do pai, na zona rural de Varginha. Ele não resistiu à prisão e foi levado para a Delegacia de Polícia Civil do município.
Suspeito permaneceu em silêncio
Segundo o delegado Marcelo Farha Bizarra, o investigado era o condutor da motocicleta utilizada na corrida solicitada por Joice. Durante o depoimento, ele optou por permanecer em silêncio e afirmou que só prestaria esclarecimentos na presença de um advogado.
Os policiais também apreenderam uma motocicleta que estava com o suspeito. Ainda não há confirmação se o veículo era o mesmo utilizado no dia da morte da jovem.
Na residência, os investigadores encontraram fragmentos de um celular queimado. A suspeita é de que o aparelho pertença à vítima e tenha sido destruído após o crime. O material foi recolhido e passará por perícia.
Caso é tratado, inicialmente, como acidente e omissão de socorro
De acordo com a Polícia Civil, neste momento as investigações tratam o caso como acidente de trânsito seguido de omissão de socorro e fuga do local.
“Todas as provas levam a crer que ele é o autor do acidente de trânsito que resultou na morte de Joice”, afirmou o delegado.
A polícia ainda aguarda os laudos periciais para esclarecer a dinâmica dos fatos e confirmar se houve outros crimes envolvidos. Questionado sobre a possibilidade de violência sexual, levantada pela família da vítima, o delegado informou que não há conclusões até o momento.
Laudo aponta traumatismo craniano
O primeiro exame pericial indicou que Joice morreu em decorrência de um traumatismo craniano. Arranhões encontrados pelo corpo da vítima também podem ter sido provocados pelo suposto acidente, segundo a investigação.
Caso a autoria seja confirmada, o motorista poderá responder por homicídio, omissão de socorro e fuga do local do acidente.




