A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou novas medidas para reforçar o controle sobre medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras, diante do aumento do uso irregular e de riscos associados à manipulação desses produtos no país.
O plano da agência busca combater falhas na importação de insumos e na manipulação de substâncias como semaglutida, tirzepatida e liraglutida. Segundo a Anvisa, a quantidade de insumos importados tem sido incompatível com a demanda real, com volume suficiente para produzir milhões de doses em curto período.
Fiscalizações realizadas em 2026 resultaram na interdição de empresas por problemas técnicos e ausência de controle de qualidade. A agência também identificou uso de substâncias sem origem comprovada e práticas inadequadas de comercialização.
Entre as principais preocupações estão os riscos sanitários relacionados à falta de esterilidade, qualidade dos insumos e uso fora das indicações aprovadas em bula. A Anvisa destaca o aumento de relatos de eventos adversos e alerta para possíveis complicações, como pancreatite.
O uso dessas canetas para emagrecimento sem indicação clínica tem sido um dos principais fatores de atenção, levando a agência a intensificar ações de monitoramento e orientação à população.
Plano inclui fiscalização, regulação e informação
O conjunto de medidas anunciado envolve seis eixos estratégicos, incluindo revisão de normas, intensificação de inspeções, cooperação com entidades nacionais e internacionais e ampliação da oferta de produtos regularizados.
Também estão previstas campanhas de comunicação para esclarecer riscos e orientar tanto profissionais de saúde quanto pacientes sobre o uso correto desses medicamentos.




