Foi preso nesta quarta-feira (18), em São José dos Campos (SP), o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que é investigado pela morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, ocorrida no dia 18 de fevereiro deste ano em um apartamento, no Centro de São Paulo, ocasião em que ela morreu com um tiro na cabeça.
A prisão é preventiva sendo que, com isso, o oficial da PM deverá ficar preso até o julgamento. Em manifestação desta terça (17), os promotores Giovana Ortolano Guerreiro, Marcel Del Bianco Cestaro e Vanessa Damasceno consideraram a presença de requisitos legais e fundamentos fáticos amparando o requerimento de prisão feito pela Polícia Judiciária Militar.

Também com a anuência do Ministério Público, o Tribunal de Justiça Militar autorizou a apreensão de celulares, assim como a quebra do sigilo de dados telemáticos e eletrônicos do investigado.
Na visão dos promotores, há provas da materialidade e indícios consistentes de autoria, sustentados por laudos periciais, depoimentos e registros telemáticos que afastam a hipótese de suicídio e apontam para feminicídio e possível fraude processual.
Além disso, a prisão se justifica pela gravidade concreta do caso, pelo risco à ordem pública, à instrução criminal e à aplicação da lei penal, diante da possibilidade de interferência na produção de provas, bem como pela necessidade de preservação da hierarquia e disciplina militares, considerando a alta patente do investigado e o impacto de sua liberdade sobre a credibilidade institucional.
“O caso já vinha sendo acompanhado, mas era necessário aguardar o resultado de laudos periciais extremamente importantes e conclusivos para fundamentar a manifestação institucional”, afirmou Giovana.




