A Secretaria de Saúde de Campinas divulgou nesta segunda-feira (5) o 1º Alerta de Arboviroses de 2026. O documento indica que 29 bairros do município apresentam alto risco de transmissão de dengue, o que motivou a intensificação das ações de controle do mosquito Aedes aegypti, vetor também da zika e da chikungunya.
De acordo com o alerta, as áreas classificadas com alto risco estão distribuídas em diferentes regiões da cidade:
Região Leste: Vila Miguel Vicente Cury, Vila Costa e Silva, Parque Brasília.
Região Noroeste: Conjunto Habitacional Parque Floresta, Conjunto Residencial Parque São Bento, Loteamento Residencial Novo Mundo, Jardim Novo Maracanã.
Região Norte: Vila Itália, Vila Proost de Souza, Vila Teixeira, Vila Iapi, Jardim Magnólia, Jardim do Vovô, Residencial Parque Bandeirantes.
Região Sudoeste: Jardim Shangai, Recanto do Sol 1, Jardim Mercedes.
Região Sul: Jardim Monte Cristo, Parque Oziel, Jardim do Lago, Vila Pompéia, Cidade Jardim.
Região Sudeste: Jardim São Gabriel, Jardim São Vicente, Vila Formosa, Jardim Bom Sucesso, Jardim Centenário, Fundação Casa Popular, Parque Industrial.
Objetivo do alerta
Segundo a Secretaria de Saúde, o alerta tem como finalidade orientar a população sobre o combate ao mosquito transmissor e reforçar a comunicação com moradores das áreas que passam a receber ações intensificadas, como visitas domiciliares para eliminação de criadouros.
As recomendações valem para toda a cidade, incluindo bairros que já foram listados em edições anteriores e que não aparecem neste levantamento. O alerta também se estende a bairros menores localizados no entorno das regiões apontadas.
Critérios utilizados
Para definir os bairros em situação de maior risco, a Saúde municipal considera indicadores como a incidência de casos, registros recentes de transmissão, densidade populacional, dificuldades de acesso a imóveis e a necessidade de reforço nas ações de campo e comunicação com a população.
Ações realizadas em 2025
O alerta também apresenta um balanço das ações desenvolvidas ao longo de 2025 no enfrentamento às arboviroses. Entre os principais números estão:
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1.390.234 visitas a imóveis para controle de criadouros;
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Nebulização costal em 236.412 imóveis;
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Nebulização veicular em cerca de 9,5 mil imóveis;
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Realização de 12 mutirões;
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Retirada de 53.002 toneladas de resíduos;
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Capacitação de 137 lideranças comunitárias e 300 servidores;
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Monitoramento de 179.450 pacientes com suspeita de dengue;
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Instalação de armadilhas para monitoramento do Aedes aegypti em pontos estratégicos.
Dúvidas sobre a identificação dos agentes de saúde podem ser esclarecidas pelo telefone 156, em dias úteis, ou pelo 199, da Defesa Civil, aos fins de semana e feriados.




