Policiais civis infiltrados e fantasiados de personagens do desenho Scooby-Doo prenderam três pessoas suspeitas de furtar celulares durante um bloco de Carnaval na região da República, no centro de São Paulo. O flagrante ocorreu na tarde deste sábado (14), em meio à aglomeração de foliões.
Os suspeitos, duas mulheres e um homem, foram detidos por policiais do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que atuavam à paisana, caracterizados como Scooby e Daphne. Segundo a Polícia Civil, os agentes se misturaram ao público para observar a movimentação e identificar o modo de atuação do grupo.
Durante a abordagem, foram encontrados oito celulares de diferentes marcas dentro de uma bolsa tipo pochete usada por uma das mulheres. Os aparelhos foram apreendidos e passarão por perícia antes de serem devolvidos às vítimas.
O trio foi encaminhado ao 2º Distrito Policial, no Bom Retiro.
Atuação também ocorreu em outras regiões
Além da República, equipes disfarçadas atuaram no entorno do Parque Ibirapuera, na zona sul da capital, com abordagens preventivas para coibir furtos e outros crimes durante os blocos.
A Polícia Civil orienta que vítimas de furto registrem boletim de ocorrência, presencialmente ou pela Delegacia Eletrônica, informando, sempre que possível, o número de IMEI do aparelho.
Operação Carnaval já soma 27 prisões
As ações de segurança voltadas ao Carnaval já resultaram em 27 prisões, segundo a Secretaria da Segurança Pública. Na sexta-feira (13), um homem procurado pela Justiça foi detido ao tentar acessar o Sambódromo do Anhembi, após ser identificado por câmeras do programa Muralha Paulista.
Nos dias 7 e 8 de fevereiro, 11 pessoas foram presas na capital por crimes como venda de bebida adulterada, estelionato e furto de celulares, em operações no Parque Ibirapuera e na região da Consolação. Em 31 de janeiro, uma ação na Barra Funda levou à prisão de 12 suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em crimes patrimoniais durante blocos.
A Operação Carnaval mobiliza mais de 13 mil policiais militares por dia em todo o estado, sendo mais de 5 mil na capital. O esquema inclui monitoramento por câmeras e drones, além de atuação integrada entre as polícias Civil e Militar. Delegacias funcionam em regime reforçado, e a Delegacia Eletrônica segue disponível, inclusive com atendimento em inglês e espanhol.
Para o atendimento a mulheres vítimas de importunação sexual, a Polícia Militar mantém equipes especializadas e integração com a Cabine Lilás, do Copom. A Polícia Civil também disponibiliza unidade móvel da Delegacia de Defesa da Mulher em grandes blocos.




