A Polícia Civil de São Paulo realizou, na manhã desta terça-feira (13), uma operação em Santos, no litoral paulista, que resultou na prisão de três pessoas suspeitas de envolvimento na morte do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes. A ação integra a segunda fase das investigações sobre o crime.
Durante a operação, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária. Ao todo, cerca de 80 policiais civis participaram da ação, com apoio de 37 viaturas. Os trabalhos ocorreram simultaneamente em diversos endereços, com o objetivo de reunir novas provas e avançar na identificação de outros possíveis envolvidos.
Investigação apura ligação com facção criminosa
De acordo com as autoridades, a investigação busca esclarecer se o assassinato do ex-delegado teve participação de integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A hipótese é analisada em razão do histórico profissional da vítima e da forma como o crime foi executado.
Crime foi registrado por câmeras de segurança
Ruy Ferraz Fontes foi morto no dia 15 de setembro, na cidade de Praia Grande, onde exercia atividades profissionais. Ele havia deixado o prédio da prefeitura local quando passou a ser perseguido por outro veículo, ocupado por homens armados.
Durante a fuga, o carro conduzido pelo ex-delegado colidiu com um ônibus. Em seguida, ele foi atingido por disparos de arma de fogo de grosso calibre e morreu no local. Toda a ação foi registrada por câmeras de monitoramento urbano.
Trajetória na Polícia Civil
Com mais de quatro décadas de atuação na Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes teve papel relevante em investigações contra o crime organizado, sendo responsável pela prisão de diversas lideranças do PCC nos anos 2000.
Após deixar a carreira policial, ele passou a atuar na administração pública e ocupava o cargo de secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande no momento do crime.
As investigações seguem em andamento, e novas diligências não estão descartadas.



