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Piá e comparsa podem estar envolvidos em oito crimes na região

Por Denis Martins
A Justiça de Limeira (SP) manteve o ex-jogador Reginaldo Rivelino Jandoso, o Piá, e seu comparsa presos preventivamente. Ambos foram surpreendidos no sábado (23) em Cordeirópolis (SP) quando tentavam “pescar” envelopes de depósitos bancários de uma agência no Centro da cidade. No pedido de prisão, o promotor público Rodrigo Alves de Araújo Fiusa citou que a dupla é investigada em oito furtos semelhantes na região.


Após a prisão em flagrante feita pelas forças policiais de Cordeirópolis, os dois foram ontem (24) para audiência de custódia e o Ministério Público (MP) pediu à Justiça que ambos permanecessem presos, por conta do histórico criminal que sustentam.

Peritos durante análise do local do crime


Na justificativa para prendê-los, o promotor mencionou que eles já estavam sendo investigados num inquérito que apura o crime de organização criminosa voltada a práticas de furtos qualificados em agências bancárias. Ainda de acordo com o MP, os investigados estariam envolvidos em pelo menos oito furtos, ao menos em sua forma tentada, ocorridos em agências bancárias nas cidades de Santa Gertrudes, Valinhos, Vinhedo, Nova Odessa, Campinas e Pouso Alegre, essa última no estado de Minas Gerais. Ambos foram flagrados pelos sistemas de monitoramento e vigilância das agências bancárias. O veículo apreendido com eles no flagrante de sábado teria, inclusive, sido observado nos demais crimes somente neste mês de maio.

Além do histórico recente, no ano de 2015 os dois já tinham sido presos e autuados em flagrante delito por prática de crime idêntico, na cidade de Bauru. “De outro lado, pela quantidade de crimes que se envolveram, certamente buscarão fugir do distrito da culpa, colocando em risco a aplicação da lei penal. Consta dos autos indícios suficientes de autoria e prova da materialidade delitiva, tratando-se de crimes apenados com pena privativa de liberdade de reclusão e praticados dolosamente pelos indiciados; tudo a oferecer suporte à medida extrema. Pelos motivos acima elencados, as outras medidas cautelares previstas na legislação revelam-se inadequadas e insuficientes”, apontou o promotor no pedido de prisão da dupla.

Material apreendido com a dupla


O juiz Guilherme Salvatto Whitaker, que estava no plantão judiciário no final de semana, considerou os apontamentos do MP e decidiu manter Piá e seu comparsa presos preventivamente e citou, na decisão, o momento de crise no País. “É certo que o crime de furto não é praticado com violência ou grave ameaça à pessoa. Todavia, os documentos revelam que os presos ostentam inúmeros registros e sentenças definitivas, significando verdadeiro risco ao patrimônio alheio e à ordem pública. Os registros criminais e os fatos existentes nos autos não revelam crime de ocasião, mas prática delitiva que vem se perpetuando ao longo dos anos, contra várias instituições e em várias cidades, principalmente da região de Limeira. Portanto, a ordem pública deverá ser resguardada com a prisão cautelar, além de representar garantia para a instrução do processo e para a aplicação da lei. A conduta dos presos mostra-se ainda mais nociva em tempos de grave crise econômica, lembrando que os depósitos em envelopes são comumente usados para, por exemplo, a quitação de pensões alimentícias, o que se vê com frequência em execuções de alimentos”, pontuou.

Piá e comparsa podem estar envolvidos em oito crimes na região

Por Denis Martins
A Justiça de Limeira (SP) manteve o ex-jogador Reginaldo Rivelino Jandoso, o Piá, e seu comparsa presos preventivamente. Ambos foram surpreendidos no sábado (23) em Cordeirópolis (SP) quando tentavam “pescar” envelopes de depósitos bancários de uma agência no Centro da cidade. No pedido de prisão, o promotor público Rodrigo Alves de Araújo Fiusa citou que a dupla é investigada em oito furtos semelhantes na região.


Após a prisão em flagrante feita pelas forças policiais de Cordeirópolis, os dois foram ontem (24) para audiência de custódia e o Ministério Público (MP) pediu à Justiça que ambos permanecessem presos, por conta do histórico criminal que sustentam.

Peritos durante análise do local do crime


Na justificativa para prendê-los, o promotor mencionou que eles já estavam sendo investigados num inquérito que apura o crime de organização criminosa voltada a práticas de furtos qualificados em agências bancárias. Ainda de acordo com o MP, os investigados estariam envolvidos em pelo menos oito furtos, ao menos em sua forma tentada, ocorridos em agências bancárias nas cidades de Santa Gertrudes, Valinhos, Vinhedo, Nova Odessa, Campinas e Pouso Alegre, essa última no estado de Minas Gerais. Ambos foram flagrados pelos sistemas de monitoramento e vigilância das agências bancárias. O veículo apreendido com eles no flagrante de sábado teria, inclusive, sido observado nos demais crimes somente neste mês de maio.

Além do histórico recente, no ano de 2015 os dois já tinham sido presos e autuados em flagrante delito por prática de crime idêntico, na cidade de Bauru. “De outro lado, pela quantidade de crimes que se envolveram, certamente buscarão fugir do distrito da culpa, colocando em risco a aplicação da lei penal. Consta dos autos indícios suficientes de autoria e prova da materialidade delitiva, tratando-se de crimes apenados com pena privativa de liberdade de reclusão e praticados dolosamente pelos indiciados; tudo a oferecer suporte à medida extrema. Pelos motivos acima elencados, as outras medidas cautelares previstas na legislação revelam-se inadequadas e insuficientes”, apontou o promotor no pedido de prisão da dupla.

Material apreendido com a dupla


O juiz Guilherme Salvatto Whitaker, que estava no plantão judiciário no final de semana, considerou os apontamentos do MP e decidiu manter Piá e seu comparsa presos preventivamente e citou, na decisão, o momento de crise no País. “É certo que o crime de furto não é praticado com violência ou grave ameaça à pessoa. Todavia, os documentos revelam que os presos ostentam inúmeros registros e sentenças definitivas, significando verdadeiro risco ao patrimônio alheio e à ordem pública. Os registros criminais e os fatos existentes nos autos não revelam crime de ocasião, mas prática delitiva que vem se perpetuando ao longo dos anos, contra várias instituições e em várias cidades, principalmente da região de Limeira. Portanto, a ordem pública deverá ser resguardada com a prisão cautelar, além de representar garantia para a instrução do processo e para a aplicação da lei. A conduta dos presos mostra-se ainda mais nociva em tempos de grave crise econômica, lembrando que os depósitos em envelopes são comumente usados para, por exemplo, a quitação de pensões alimentícias, o que se vê com frequência em execuções de alimentos”, pontuou.

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