O pescador profissional Walmir Aparecido Mora, de 65 anos, que estava desaparecido desde segunda-feira (31), foi encontrado morto na tarde de quarta-feira (2), em uma pousada localizada dentro de um condomínio em Rincão (SP). Outro pescador que estava com ele, Tiago Ravagnani Ferreira, de 23 anos, continua desaparecido.
A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita. A causa da morte ainda deverá ser determinada por exame necroscópico.
Corpo foi encontrado em pousada
As buscas pelos dois pescadores foram realizadas após familiares comunicarem o desaparecimento às autoridades.
Durante os trabalhos, o corpo de Walmir foi localizado em uma pousada na Rua João Caetano, em Rincão. Segundo as informações registradas na ocorrência, havia indícios de perfuração no corpo.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 14h19 e a perícia realizou os trabalhos no local. Posteriormente, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Araraquara para exames que deverão auxiliar na identificação da causa da morte.
Segundo pescador continua desaparecido
Walmir estava acompanhado de Tiago Ravagnani Ferreira, de 23 anos, que também é pescador e, até o momento, não foi localizado.
Segundo o relato feito por um familiar à polícia, Walmir morava em Viradouro e costumava viajar para outras cidades por causa da atividade profissional.
Ele teria chegado à região de Guatapará durante a madrugada de 29 de agosto, acompanhado de Tiago.
Familiares conseguiram manter contato com Walmir até a manhã de segunda-feira (31). Mais tarde, por volta das 18h30, ele teria informado a terceiros que estava nas proximidades da chamada Velha Fábrica de Celulose. Depois disso, a família não conseguiu mais contato.
Família relatou ameaças à polícia
Ainda conforme o boletim de ocorrência, um genro de Walmir informou às autoridades que o pescador já havia mencionado desavenças e ameaças relacionadas à atividade de pesca.
O familiar também relatou à polícia ter tomado conhecimento de mensagens que circulavam entre pescadores alertando para que profissionais evitassem pescar na região de Guatapará por causa de uma suposta situação de risco.
Essas informações deverão ser apuradas pela Polícia Civil e, até o momento, não há confirmação de eventual relação entre as ameaças relatadas e a morte do pescador.
O caso, inicialmente registrado como desaparecimento, segue sob investigação.




