A partir da atuação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), o MPSP (Ministério Público de São Paulo) obteve a condenação de todos os denunciados no âmbito da Operação Baal. Os 17 réus, ligados a uma organização criminosa dedicada a roubos nas modalidades “domínio de cidade” e “novo cangaço”, foram sentenciados a penas que foram de 5 anos de reclusão no semiaberto a 12 anos de prisão no regime fechado. O Poder Judiciário reconheceu a prática de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
As investigações apontaram que o grupo atuava de forma estruturada e com divisão de tarefas, operando em âmbito interestadual e com uso de armas de fogo para a prática de crimes graves, como roubos a instituições financeiras, tráfico de drogas, extorsões e homicídios. A organização mantinha conexão com facção criminosa e utilizava a violência como instrumento para garantir o controle de atividades ilícitas e eliminar rivais .
Segundo a denúncia, além das ações criminosas, parte dos integrantes era responsável pela movimentação e ocultação de valores obtidos ilegalmente, por meio de transferências, depósitos e aquisição de bens, caracterizando a lavagem de capitais. A apuração revelou intensa circulação de recursos financeiros sem lastro lícito, inclusive com uso de terceiros e operações fracionadas para dissimular a origem do dinheiro.
A organização também esteve envolvida em grandes ações criminosas, incluindo ataques planejados com alto investimento financeiro e logística complexa, além de manter uma rede de apoio para aquisição de armas e abastecimento do tráfico.




