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No centro da polêmica de suposta indústria da multa em Limeira, funcionário da Cobrasin diz que foi alvo de ‘pegadinha’

Por Denis Martins
Murilo Fávaro, funcionário da empresa Cobrasin Brasileira de Sinalização e Construção, prestou depoimento hoje (26) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Limeira (SP) que apura denúncia de possíveis irregularidades na aplicação de multas em Limeira. A CPI apura denúncia feita pela Rádio Bandeirantes, com base em gravação da fala de Murilo Fávaro, que supostamente representava a empresa Cobrasin. Ele teria dito em entrevista à rádio que haveria uma “indústria da multa” em municípios nos quais a empresa opera, incluindo Limeira.

Na maior parte de seu depoimento, Murilo fez questão de ressaltar que desconhecia que tratava-se de uma entrevista. Na opinião dele, apenas fragmentos da conversa foram divulgados e ele menciona, inclusive, que toda a conversa tem mais de meia hora. Numa das respostas ao vereador Mir do Lanche, Murilo cita que foi alvo do que ele chamou de “pegadinha”. “Eu nunca iria imaginar que um repórter da Bandeirantes iria ligar pra mim para tentar supor alguma coisa. Esse é que foi o problema. Eu estava em férias, o cara me ligou, começou a fazer algumas perguntas, de imediato eu neguei e depois ele continuou falando. Eu nunca imaginei que o cara poderia chegar em mim e fazer uma pegadinha dessa, depois pegar meu áudio, editar, cortar e chegar em tudo isso que chegou”, rebateu.

Murilo citou ainda que acreditou que conversava informalmente com um secretário municipal de Ibirá. Disse, ainda, que trabalha desde 2014 na Cobrasin, mas que atua como gerente da parte semafórica. Já trabalhou em Limeira, mas atualmente está em São Paulo.

Mesmo afirmando que não tem conhecimento sobre contratos que envolvem radares ou ter participado de licitações, Murilo foi questionado pelos parlamentares sobre o motivo de ter tratado sobre o assunto que, segundo ele, não tem atuação. “Na realidade, foi uma conversa informal, não foi nada formal. Depois, na hora que ele começou a perguntar se a gente trabalhava com radar, eu disse que não. Falou que como era de Ibirá, uma cidade pequena, ele não tinha conhecimento de como funcionava. Eu disse que trabalhava com semáforo e ele questinou se a Cobrasin trabalhava com radar, porque estava no site, e eu disse que não sabia. Ele começou a fazer alguns questionamentos. Se houvesse o teor inteiro da conversa, poderiam ver que ele começou a puxar conversa e fazer algumas perguntas. Eu falei pra ele que eu não trabalhava com radar”, informou. De acordo com Murilo, o site da empresa estava desatualizado.



Questionado novamente pelos vereadores sobre o motivo de ter repassado informações sobre radares, Murilo voltou a citar que tratava-se de uma conversa informal. “Na realidade, a gente não tem a conversa toda e ele perguntou se havia alguma maneira de dar mais multas. Ele foi puxando as respostas conforme foi falando. Os dados que eu dei, como quantidade de multas, estão no site da Prefeitura. Se a gente entrar no portal de transparência da Prefeitura, tem o quanto é arrecadado, tem o quanto que eles têm de multas e que todo esse dinheiro é investido na parte trânsito. Foi isso que eu passei pra ele e que, ele como secretário, deveria saber”, completou.

Num trecho da reunião, Mir do Lanche chegou a mencionar que a informação “caiu como uma bomba atômica na cidade, parecendo que a cidade tem um esquema violento de multa e não tem nada disso. Ficou ruim tanto para o Prefeito como para nós vereadores, pois parece que está tudo no mesmo esquema. Isso não existe”, disse. Em resposta, Murilo informou que também ficou ruim para a empresa porque a Cobrasin não trabalha com radares.

Em determinado trecho da oitiva, o funcionário responde que, quanto aos valores mencionados, foi um chute. “Esse valor que passei, por se tratar de uma conversa informal, foi um chute. O que a rádio divulgou foi só um fragmento do áudio, não foi um áudio completo”, informou.

OUTRAS OITIVAS
Marcelo Szyflinger, gerente e proprietário da Cobrasin, e Eduardo Marques Ramalho, responsável pelo Consórcio Limeira Segura - Velsis e Sentran, também participaram da oitiva.
Marcelo Szyflinger esclareceu aos vereadores que o contrato que a empresa possui com a Prefeitura de Limeira é exclusivo para sinalização viária, que inclui os semáforos, pintura de asfalto e placas de trânsito, e para processamento de multas, não tendo a empresa contrato relacionado aos radares na cidade.

Eduardo Marques Ramalho informou aos vereadores que o Consórcio Limeira Segura é responsável pela instalação, operação e manutenção dos equipamentos fixos de radar de Limeira. Segundo ele, não há irregularidade na aplicação de multas na cidade.

De acordo com a Câmara, diante das informações prestadas pelas testemunhas, os parlamentares reconsideraram a decisão da última reunião pelo cancelamento da oitiva do jornalista da rádio Bandeirantes, Agostinho Teixeira, e decidiram pela reconvocação. Ele deverá prestar depoimento na próxima terça-feira, 2 de junho, às 16h, por meio de videoconferência. Os vereadores também deliberaram pela realização de uma visita técnica à Prefeitura de Limeira para conhecer o sistema de processamento de multas, que será realizada na próxima sexta-feira, 29 de maio, às 9h.

CPI
A CPI foi instaurada pelo Ato da Presidência 4/2020, publicado em 27 de fevereiro, após pedido do vereador Zé da Mix, por meio do Requerimento 1/2020. Fazem parte do colegiado os vereadores Jorge de Freitas (PSD), presidente; Estevão Nogueira (PSC), relator; e Mir do Lanche (PL), Helder do Táxi (MDB) e Zé da Mix (PSD), membros. A reunião também contou com a presença do procurador jurídico do Município, Paulo Roberto Barcellos da Silva Junior, e o procurador jurídico da Câmara, Rivanildo Pereira Diniz.

Em virtude da pandemia de coronavírus, as reuniões acontecem por meio de videoconferência pelos vereadores que compõem o colegiado. Além dos esclarecimentos que serão prestados pelas testemunhas, também estão sendo estudadas cerca de 10,5 mil folhas recebidas pela CPI, divididas em 52 volumes. Todos os dados levantados serão utilizados para elaboração de relatório final.

No centro da polêmica de suposta indústria da multa em Limeira, funcionário da Cobrasin diz que foi alvo de ‘pegadinha’

Por Denis Martins
Murilo Fávaro, funcionário da empresa Cobrasin Brasileira de Sinalização e Construção, prestou depoimento hoje (26) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Limeira (SP) que apura denúncia de possíveis irregularidades na aplicação de multas em Limeira. A CPI apura denúncia feita pela Rádio Bandeirantes, com base em gravação da fala de Murilo Fávaro, que supostamente representava a empresa Cobrasin. Ele teria dito em entrevista à rádio que haveria uma “indústria da multa” em municípios nos quais a empresa opera, incluindo Limeira.

Na maior parte de seu depoimento, Murilo fez questão de ressaltar que desconhecia que tratava-se de uma entrevista. Na opinião dele, apenas fragmentos da conversa foram divulgados e ele menciona, inclusive, que toda a conversa tem mais de meia hora. Numa das respostas ao vereador Mir do Lanche, Murilo cita que foi alvo do que ele chamou de “pegadinha”. “Eu nunca iria imaginar que um repórter da Bandeirantes iria ligar pra mim para tentar supor alguma coisa. Esse é que foi o problema. Eu estava em férias, o cara me ligou, começou a fazer algumas perguntas, de imediato eu neguei e depois ele continuou falando. Eu nunca imaginei que o cara poderia chegar em mim e fazer uma pegadinha dessa, depois pegar meu áudio, editar, cortar e chegar em tudo isso que chegou”, rebateu.

Murilo citou ainda que acreditou que conversava informalmente com um secretário municipal de Ibirá. Disse, ainda, que trabalha desde 2014 na Cobrasin, mas que atua como gerente da parte semafórica. Já trabalhou em Limeira, mas atualmente está em São Paulo.

Mesmo afirmando que não tem conhecimento sobre contratos que envolvem radares ou ter participado de licitações, Murilo foi questionado pelos parlamentares sobre o motivo de ter tratado sobre o assunto que, segundo ele, não tem atuação. “Na realidade, foi uma conversa informal, não foi nada formal. Depois, na hora que ele começou a perguntar se a gente trabalhava com radar, eu disse que não. Falou que como era de Ibirá, uma cidade pequena, ele não tinha conhecimento de como funcionava. Eu disse que trabalhava com semáforo e ele questinou se a Cobrasin trabalhava com radar, porque estava no site, e eu disse que não sabia. Ele começou a fazer alguns questionamentos. Se houvesse o teor inteiro da conversa, poderiam ver que ele começou a puxar conversa e fazer algumas perguntas. Eu falei pra ele que eu não trabalhava com radar”, informou. De acordo com Murilo, o site da empresa estava desatualizado.



Questionado novamente pelos vereadores sobre o motivo de ter repassado informações sobre radares, Murilo voltou a citar que tratava-se de uma conversa informal. “Na realidade, a gente não tem a conversa toda e ele perguntou se havia alguma maneira de dar mais multas. Ele foi puxando as respostas conforme foi falando. Os dados que eu dei, como quantidade de multas, estão no site da Prefeitura. Se a gente entrar no portal de transparência da Prefeitura, tem o quanto é arrecadado, tem o quanto que eles têm de multas e que todo esse dinheiro é investido na parte trânsito. Foi isso que eu passei pra ele e que, ele como secretário, deveria saber”, completou.

Num trecho da reunião, Mir do Lanche chegou a mencionar que a informação “caiu como uma bomba atômica na cidade, parecendo que a cidade tem um esquema violento de multa e não tem nada disso. Ficou ruim tanto para o Prefeito como para nós vereadores, pois parece que está tudo no mesmo esquema. Isso não existe”, disse. Em resposta, Murilo informou que também ficou ruim para a empresa porque a Cobrasin não trabalha com radares.

Em determinado trecho da oitiva, o funcionário responde que, quanto aos valores mencionados, foi um chute. “Esse valor que passei, por se tratar de uma conversa informal, foi um chute. O que a rádio divulgou foi só um fragmento do áudio, não foi um áudio completo”, informou.

OUTRAS OITIVAS
Marcelo Szyflinger, gerente e proprietário da Cobrasin, e Eduardo Marques Ramalho, responsável pelo Consórcio Limeira Segura - Velsis e Sentran, também participaram da oitiva.
Marcelo Szyflinger esclareceu aos vereadores que o contrato que a empresa possui com a Prefeitura de Limeira é exclusivo para sinalização viária, que inclui os semáforos, pintura de asfalto e placas de trânsito, e para processamento de multas, não tendo a empresa contrato relacionado aos radares na cidade.

Eduardo Marques Ramalho informou aos vereadores que o Consórcio Limeira Segura é responsável pela instalação, operação e manutenção dos equipamentos fixos de radar de Limeira. Segundo ele, não há irregularidade na aplicação de multas na cidade.

De acordo com a Câmara, diante das informações prestadas pelas testemunhas, os parlamentares reconsideraram a decisão da última reunião pelo cancelamento da oitiva do jornalista da rádio Bandeirantes, Agostinho Teixeira, e decidiram pela reconvocação. Ele deverá prestar depoimento na próxima terça-feira, 2 de junho, às 16h, por meio de videoconferência. Os vereadores também deliberaram pela realização de uma visita técnica à Prefeitura de Limeira para conhecer o sistema de processamento de multas, que será realizada na próxima sexta-feira, 29 de maio, às 9h.

CPI
A CPI foi instaurada pelo Ato da Presidência 4/2020, publicado em 27 de fevereiro, após pedido do vereador Zé da Mix, por meio do Requerimento 1/2020. Fazem parte do colegiado os vereadores Jorge de Freitas (PSD), presidente; Estevão Nogueira (PSC), relator; e Mir do Lanche (PL), Helder do Táxi (MDB) e Zé da Mix (PSD), membros. A reunião também contou com a presença do procurador jurídico do Município, Paulo Roberto Barcellos da Silva Junior, e o procurador jurídico da Câmara, Rivanildo Pereira Diniz.

Em virtude da pandemia de coronavírus, as reuniões acontecem por meio de videoconferência pelos vereadores que compõem o colegiado. Além dos esclarecimentos que serão prestados pelas testemunhas, também estão sendo estudadas cerca de 10,5 mil folhas recebidas pela CPI, divididas em 52 volumes. Todos os dados levantados serão utilizados para elaboração de relatório final.

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