O corpo da jovem, de 19 anos, que saiu para comprar fraldas para a filha e foi encontrada morta em um matagal apresentava marcas de agressão e possivelmente teria tentado se defender, de acordo com a Polícia Civil.
A delegada Luciane Bachir, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sorocaba, relatou que o corpo foi encontrado pelos cães farejadores embaixo de madeira, sem roupas. O corpo estava parcialmente queimado e coberto por pedaços de madeira.
Aline Silva Dantas estava desaparecida desde domingo (8), em Alumínio, interior de São Paulo, e foi encontrado na tarde desta quarta-feira (11), em área de mata. A Polícia Civil acredita que a jovem foi assassinada e pode ter sido vítima de crime sexual.
No início da noite, o corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Sorocaba (SP), também no interior. A identificação foi feita com base nos traços da vítima e de pedaços do vestido que ela usava no dia do desaparecimento.
Mãe de uma menina de 1 ano e 9 meses, Aline saiu de casa, no bairro Santa Luzia, para ir a uma farmácia comprar fraldas para a criança, e não retornou. As buscas foram iniciadas naquela noite.
Imagens de câmeras de monitoramento mostraram que ela esteve no estabelecimento, na Vila Pedágio, e saiu sem comprar nada, pois o cartão estava bloqueado. Aline aparece caminhando pela rua, em direção à casa, mas desapareceu no trajeto. Assista:
Moradores organizaram mutirões para ajudar a polícia a rastrear a região, no bairro Pedágio, às margens da Rodovia Raposo Tavares (SP-270). O corpo foi localizado numa área de mata, com o auxílio de cães farejadores.
Familiares identificaram Aline pelas características do corpo e pelos pedaços do vestido que ela usava quando desapareceu. A mãe dela passou mal e está internada. A filha ficou sob os cuidados de uma vizinha, já que o pai viajou a Sorocaba para acompanhar a liberação do corpo.
Policiais civis foram a uma casa próxima da mata, onde moraria um possível suspeito, mas não encontraram ninguém no imóvel. O assassinato é investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sorocaba, com o apoio da Polícia Civil de Alumínio.