O ano de 2026 começou com uma notícia muito triste para o esporte limeirense. Morreu aos 71 anos, o querido Luiz Antônio Nascimento, o Cascão.
Por muitos anos foi maqueiro nos jogos da Internacional. Era visto com frequência no Limeirão e não escondia seu amor pelo Leão.
Para quem não sabe, Cascão foi um dos melhores amigos do técnico Pepe. Em entrevista recente, disse que em 1986, foi o primeiro a ser informado que o ponta-esquerda Gilson Gênio deixaria o time titular para a entrada de Lê.
Foi o saudoso Roque Delmondo que o tirou da função de maqueiro para o transformar em uma espécie de relações públicas no Major Levy. Cascão passou a recepcionar a imprensa e os clubes que enfrentavam a Veterana, em especial os grandes.
Foram 15 anos de Inter e inúmeras histórias para contar, como a batalha de Pinhal, onde ajudou a levar os feridos. Segundo ele, foi o dia mais tenso de sua vida.
Foram mais quatro anos no Independente. Chegou ao Pradão a convite do empresário Wilson da Realem. “Lá eu mandava”, sorriu.
Cascão ficava na escada que dava acesso as cabines de imprensa. Ninguém que não fosse trabalhar conseguia subir, nem mesmo diretores ou conselheiros. “Ordens do presidente”, justificava.
Mas sua grande relevância no esporte limeirense foi como árbitro de futsal por quatro décadas. Tinha como hábito usar calça branca nos jogos. Era rígido, gostava de disciplina e não economizava nos cartões.
Cascão era um assíduo frequentador dos jogos do Campeonato Amador e dos Veteranos quando os mesmos eram disputados na Praça de Esportes Eduardo Basso, no Cecap. Sentava em sua cadeira de praia ao lado do vestiário e de lá não saía de jeito nenhum, só quando acabava o último jogo.
Nunca foi árbitro de campo, porque segundo ele, não quis. Foram muitos convites. Mas contribuiu como representante por vários anos.

Cascão vinha passando por sérios problemas de saúde em razão de complicações do diabetes. Precisou até amputar uma das pernas.
Ele só não gostava de uma coisa: falar de política. Quando esse assunto começava na rodinha, logo se afastava ou deixava claro que não estava confortável.
Nascido em São Paulo, Cascão tinha o sonho de ser policial da Rota, mas não teve a chance.
Ganhou o apelido de Cascão em 1963, logo após perder sua mãe. Ele passou a trabalhar em uma olaria e quando voltou para a cidade, os amigos achavam que ele amassava o barro com os pés e daí o apelido – uma alusão ao personagem da Turma da Mônica que vivia sujo.
Nas redes sociais, clubes, dirigentes, jogadores e árbitros fizeram questão de prestar homenagem ao amigo.
Cascão será velado hoje, das 10h às 14h, no Cemitério Parque e em seguida será sepultado. Ele deixa as filhas Gisele, Emilene e Daiara.




