A 2ª Vara Criminal de São José do Rio Preto (SP) aceitou denúncia oferecida pelo promotor Fernando Rodrigo Garcia Felipe contra 11 integrantes de uma organização criminosa especializada em estelionatos eletrônicos, conhecidos como golpes do falso investimento ou da pirâmide financeira. Investigados durante a Operação Firewall, os acusados tiveram suas prisões preventivas decretadas e se tornaram réus por decisão judicial publicada nesta segunda-feira (26).
De acordo com a denúncia, o grupo atuava de forma estruturada, utilizando redes sociais para atrair vítimas com promessas de altos rendimentos no mercado financeiro. Após o primeiro contato, os interessados eram direcionados a grupos de mensagens, nos quais supostos professores e especialistas orientavam sobre investimentos fictícios.
As vítimas eram induzidas a fornecer dados pessoais e a transferir valores por meio de TEDs e Pix para contas controladas pela organização. Uma das vítimas foi lesada em quase R$ 74 mil após ser atraída por anúncio veiculado no Instagram e instalar um aplicativo fraudulento.
As investigações apontaram ainda que os criminosos utilizavam plataformas falsas para simular a evolução dos investimentos e criar a aparência de ganhos reais, incentivando novos aportes. O dinheiro obtido era pulverizado por diversas contas bancárias, inclusive em nome de pessoas jurídicas e de “laranjas”, com o objetivo de dificultar o rastreamento e viabilizar a lavagem de capitais.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, autoridades encontraram dezenas de aparelhos celulares, computadores, notebooks, máquinas de cartão, centenas de chips telefônicos, cartões bancários em nome de terceiros, anotações, pendrives e outros dispositivos eletrônicos usados na prática dos golpes, além de arma de fogo.




