A operação especial montada para as comemorações de 7 de Setembro em Campinas (SP) começou nesta segunda-feira (7) em meio a uma greve dos trabalhadores da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). A paralisação teve início à meia-noite e atingiu atividades ligadas ao trânsito e ao transporte público.
Durante a manhã, trabalhadores relataram redução na quantidade de agentes disponíveis em pontos estratégicos do Centro. A Emdec afirma que adotou medidas para reforçar o atendimento e evitar prejuízos à realização do ato cívico.
Bloqueios e pontos de ônibus têm operação especial
Com ruas interditadas para a programação do feriado, agentes são responsáveis por orientar os motoristas sobre bloqueios e rotas alternativas. Segundo funcionários, a greve diminuiu a presença desses profissionais em alguns locais.
A mobilização também teve reflexos na orientação aos usuários do transporte coletivo, especialmente nos pontos afetados pelas mudanças temporárias nos itinerários dos ônibus.
A Emdec informou ter destinado 80 agentes de trânsito e transporte à operação desta segunda-feira. Diante da adesão à greve, funcionários de outros setores da empresa foram deslocados para auxiliar o público.
Justiça determina efetivo mínimo
Na véspera do feriado, a Emdec conseguiu uma decisão liminar no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15) relacionada à manutenção dos serviços.
A determinação prevê que pelo menos 80% dos trabalhadores que haviam sido escalados e convocados permaneçam na operação. O descumprimento pode resultar em multa diária de R$ 30 mil.
Antes do início da greve, o Sindicato dos Trabalhadores Viários (Sindviários) havia informado que 124 dos 128 agentes previstos para trabalhar no feriado manifestaram adesão ao movimento.
A categoria também vinha realizando uma operação-padrão desde quarta-feira (2).
Impasse envolve reajuste salarial
A greve ocorre durante as negociações do acordo coletivo dos funcionários. Entre os principais pontos está o reajuste dos salários.
A Emdec afirma ter elevado sua proposta de 4,39% para 4,8%. A oferta também prevê aumento de 11% no vale-alimentação e no vale-refeição, além de mudanças no Programa de Participação nos Resultados (PPR), cujo valor chegaria a R$ 2.150.
Já o sindicato reivindica melhores condições na negociação e cobra avanços relacionados ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), incluindo a consideração do tempo de serviço dos atuais empregados.
Empresa e trabalhadores ainda devem voltar à mesa de negociação. Uma nova audiência de mediação e conciliação está marcada para 16 de setembro na Justiça do Trabalho.




