O Governo de São Paulo formalizou a doação do terreno onde será construído o Hospital Estadual de Campinas, um novo equipamento de saúde que deve ampliar o atendimento hospitalar na região. O anúncio foi feito pelo governador Tarcísio de Freitas na terça-feira (10), com a confirmação do repasse da área pela Prefeitura de Campinas.
O decreto estadual autoriza o recebimento do terreno, com 34,8 mil metros quadrados, localizado no bairro Parque Itália. A área foi doada pela Prefeitura de Campinas sem ônus ao Estado e será destinada à Secretaria de Estado da Saúde para a implantação do novo hospital.
A formalização do terreno representa um avanço no cronograma do projeto, considerado estratégico para ampliar a capacidade de atendimento hospitalar na região.
Projeto avança e edital deve sair nas próximas semanas
O Hospital Estadual de Campinas terá investimento estimado em cerca de R$ 400 milhões apenas nas obras. Atualmente, o projeto está na fase final de consolidação técnica.
Nesta etapa, estão sendo concluídos os projetos executivos, além da definição do orçamento detalhado da construção e das análises internas necessárias. O processo inclui avaliações de áreas como vigilância sanitária e análise jurídica.
Após a finalização dessas etapas, a expectativa do governo estadual é publicar o edital de construção nas próximas semanas.
Estrutura terá leitos, centro cirúrgico e atendimento especializado
A nova unidade de saúde deve beneficiar cerca de 4,6 milhões de moradores da região. O hospital contará com atendimento ambulatorial, 262 leitos gerais e 50 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O projeto prevê ainda centro cirúrgico com oito salas de grande porte, 24 leitos de recuperação pós-anestésica, 20 leitos de hemodiálise e pronto atendimento com 24 leitos de observação.
O hospital também terá serviços de radioterapia e quimioterapia, além de pronto-socorro referenciado. A unidade será referência em média e alta complexidade, com atendimento em especialidades como oncologia, neurocirurgia, ortopedia, cardiologia, urologia, cirurgia vascular, cirurgia plástica e psiquiatria.
Segundo o governo estadual, a nova estrutura deve fortalecer o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) na região, ampliando o acesso da população a serviços hospitalares especializados.




