Em coletiva, Promotores de Justiça questionam pontos da lei anticrime

Durante uma coletiva de imprensa realizada no Fórum de Limeira (SP), na tarde da última quarta-feira (15) promotores de justiça do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) falaram sobre as mudanças que ocorrerão com a entrada em vigor da lei anticrime.

De acordo com os promotores, a nova lei se distancia do anseio social, uma vez que dificulta o trabalho de investigação contra crimes do colarinho branco. Para os promotores, a lei é mais rigorosa contra crimes violentos, porém contra grandes esquemas de desvios de dinheiro, crimes patrimoniais sem violência, estelionatos, fraudes a licitações, sonegação fiscal, a nova lei se torna mais branda e a investigação mais dificultosa.

Um outro fator bastante questionado durante a coletiva foi a questão do juiz de garantias. Para os promotores, isso irá trazer reflexos principalmente na dificuldade das investigações, mas também em outros processos, que serão analisados de forma mais morosa, uma vez que o juiz estará incumbido de uma nova função criada pela lei.

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