O Centro de Oncologia de Limeira (COL), da Santa Casa, iniciou o acompanhamento de 169 novos casos de câncer de próstata entre janeiro e agosto de 2026. Segundo a instituição, a doença é o tipo de câncer mais frequente entre os homens atendidos na unidade, que mantém uma média mensal de 90 pacientes em tratamento.
Os pacientes em tratamento têm entre 40 e 89 anos, com maior ocorrência nas faixas etárias mais avançadas. Os números são referentes ao atendimento do COL e não representam, necessariamente, todos os diagnósticos registrados em Limeira.
Com a chegada do Novembro Azul, a instituição prepara atividades para orientar a população sobre fatores de risco, sinais da doença e acompanhamento médico.
Segundo a oncologista Ana Helene Mendes de Pádua e a enfermeira supervisora Sarah Mofatto, a idade, o histórico familiar e ser um homem negro estão entre os fatores associados ao maior risco de desenvolver câncer de próstata.
Sintomas precisam de avaliação
As profissionais explicam que a doença pode não apresentar sintomas nas fases iniciais. Dificuldade para urinar, jato urinário fraco ou interrompido, dor ou ardência e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga precisam de avaliação médica, embora também possam estar relacionados a outras condições.
Conforme a equipe do COL, a investigação pode incluir o exame de sangue PSA e o toque retal, de acordo com a avaliação médica. Quando há suspeita, podem ser solicitados exames complementares, incluindo a biópsia para confirmação do diagnóstico.
As profissionais apontam que medo, vergonha e preconceitos relacionados ao toque retal ainda contribuem para o adiamento da procura por atendimento. A ausência de sintomas também pode levar os pacientes a postergar essa avaliação.
Programação do Novembro Azul
A abertura da campanha no COL ocorreu em conjunto com o Outubro Rosa, reunindo orientações sobre câncer de mama e de próstata. Novas atividades voltadas à saúde masculina estão previstas ao longo de novembro.
A equipe orienta os homens a conhecerem seus fatores de risco e conversarem com um profissional sobre acompanhamento e exames. Para quem não apresenta sintomas, a decisão sobre a realização dos exames deve ser individualizada, considerando benefícios e possíveis riscos.




