Com a mesma base que empatou com o Marrocos por 1 a 1 na estreia, a Seleção Brasileira enfrenta o Haiti, hoje, às 21h30, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos EUA, pela 2ª rodada do Grupo C. O adversário vem de derrota para a Escócia por 1 a 0.
Uma vitória brasileira é praticamente obrigatória para evitar que o último jogo, contra os escoceses em Miami, se transforme em uma decisão de alto risco.
O técnico Carlo Ancelotti testou várias mudanças, mas deve realizar apenas duas, com Danilo assumindo a lateral-direita no lugar de Ibañez e Matheus Cunha no ataque na vaga de Igor Thiago.
Já Gabriel Magalhães, Douglas Santos, Casemiro, Lucas Paquetá e até Raphinha correram risco de pararem no banco, mas ganharão uma nova oportunidade. Alex Sandro, Léo Pereira, Fabinho, Rayan e Luiz Henrique continuarão lutando por uma vaga no time. Endrick continua preterido.
Neymar segue como principal desfalque. Os exames de acompanhamento mostraram evolução na recuperação da lesão grau 2 na panturrilha direita, mas ainda insuficiente para avançar à fase de condicionamento com bola. A presença contra o Haiti está descartada.

O Haiti faz sua segunda participação em Copas do Mundo, 52 anos depois da estreia na Alemanha em 1974.
O técnico Sébastien Migné apostou nos jogadores que atuam em ligas europeias. Com isso, elevou o nível do selecionado.
A campanha nas Eliminatórias da CONCACAF reforça a resiliência haitiana. O time venceu seis e empatou duas das dez partidas, mesmo jogando fora de casa por causa da crise de segurança no país. A classificação veio com uma vitória dramática sobre a Nicarágua.
No último amistoso antes da Copa, a equipe perdeu para o Peru por 2 a 1. Aliás, foram quatro derrotas nos últimos cinco compromissos.
O Haiti saiu derrotado contra a Escócia, mas mostrou sinais positivos. A equipe teve 51% de posse de bola, finalizou 15 vezes e pressionou no segundo tempo. O problema foi a precisão: apenas dois chutes foram no alvo, com direito a uma bola na trave.
Sebastien Migne deve manter a base do 4-4-2, mas a entrada de Duckens Nazon entre os titulares é esperada. O maior artilheiro da seleção começou no banco contra a Escócia, decisão que gerou debate no país.
Brasil e Haiti se enfrentaram três vezes na história, sempre com vitória brasileira. O placar agregado é de 17 x 1, número que traduz a diferença entre as seleções ao longo dos confrontos.
O primeiro duelo aconteceu em abril de 1974, em amistoso preparatório para a Copa do Mundo da Alemanha, com vitória brasileira por 4 x 0. Em agosto de 2004, as equipes voltaram a se encontrar, e o Brasil goleou por 6 x 0 em Porto Príncipe. O confronto mais recente foi em junho de 2016, pela Copa América Centenário, em Orlando, com nova vitória brasileira por 7 x 1. Este será o primeiro encontro entre Brasil e Haiti em Copas do Mundo.
Números
O Haiti será o 50º adversário diferente enfrentado pela Seleção Brasileira em Copas do Mundo.
Único país a participar das 23 edições do Mundial, o Brasil já disputou 115 partidas, com 76 vitórias, 20 empates e 19 derrotas. Marcou 238 gols (um a menos que a Alemanha) e sofreu 109.
A Suécia é a seleção que o Brasil mais enfrentou em Copas, com sete jogos (cinco vitórias e dois empates). Dentre esses resultados positivos está a maior goleada: 7 x 1 no Mundial de 1950.
O Brasil enfrentou Espanha, Itália, México e Holanda cinco vezes. Com quatro jogos estão Iugoslávia, Polônia, Tchecoslováquia, Inglaterra, França, Chile, Escócia e Argentina. Já Suíça, Costa Rica, Camarões e Croácia encararam o Brasil em três oportunidades.
Tchecoslováquia (1962), Suécia (1994) e Turquia (2002) são as únicas seleções que o Brasil enfrentou mais de uma vez em uma mesma Copa.
No último compromisso pela fase de grupos, o Brasil enfrentará a Escócia pela quinta vez em Mundiais, em busca da quarta vitória. Ganhou por 4 a 1 em 1982, por 1 a 0 em 1990 e por 2 a 1 em 1998 e empatou sem gols em 1974.
Brasil x Haiti
Brasil – Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Vinicius Jr., Matheus Cunha e Raphinha. Técnico – Carlo Ancelotti.
Haiti – Johny Placide; Carlens Arcus, Ricardo Ade, Hannes Delcroix e Martin Experience; Louicius Deedson, Danley Jean Jacques, Jean-Ricner Bellegarde e Josué Casimir; Wilson Isidor e Duckens Nazon. Técnico – Sebastien Migne.
Árbitro – Alejandro Hernández (Espanha)
Local – Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos EUA, às 21h30.




