Existe uma parte de Limeira que pouca gente conhece: ela está debaixo das ruas. São 1.114,8 quilômetros de redes de esgoto e outros 1.262,7 quilômetros de redes de abastecimento de água que formam uma extensa infraestrutura subterrânea. A BRK, responsável pelos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário no município, opera e mantém essa estrutura para garantir a distribuição de água e a coleta e o encaminhamento do esgoto até o devido tratamento.
Se toda a rede de água e esgoto fosse retirada do subterrâneo e colocada em uma única linha reta, ela teria extensão suficiente para chegar aproximadamente a Salvador (BA), em uma distância de cerca de 2.300 quilômetros.
Os números ajudam a dimensionar uma estrutura que, justamente por estar escondida, costuma passar despercebida no dia a dia. E não são apenas quilômetros de tubulação: as redes de Limeira contam com aproximadamente 16 mil poços de visita, estruturas que permitem o acesso à rede de esgoto para inspeções e atividades de manutenção. Na rede de água, são cerca de 8.700 registros, utilizados para controlar e direcionar o fluxo de água.
Tubulações de diferentes tamanhos
Assim como uma cidade possui ruas de diferentes dimensões e funções, as redes também são formadas por tubulações de diferentes diâmetros.
Na rede de esgoto de Limeira, os tubos variam de 100 a 1.200 milímetros de diâmetro. A maior estrutura, a de 1.200 milímetros, está em um emissário localizado às margens do Ribeirão Tatu. Na rede de água, os diâmetros vão de 50 a 1.000 milímetros, sendo a maior tubulação uma estrutura localizada na saída da Estação de Tratamento de Água (ETA).
A profundidade também varia conforme as características de cada trecho. As redes de água ficam, em média, entre 80 centímetros e 1 metro abaixo do solo, mas podem chegar a 4 metros. Nas redes de esgoto, a profundidade média é de aproximadamente 1,50 metro, podendo alcançar 6 metros em alguns pontos.
Estruturas que passam pelo Ribeirão Tatu
Parte das redes de saneamento também precisa superar obstáculos que fazem parte da paisagem da cidade, mas que não são percebidos por quem passa por eles.
Em Limeira há redes de água que passam de forma aérea pelo Ribeirão Tatu. Já os emissários de esgoto passam por baixo do curso d’água, por meio de sifões.
São soluções como essa que ajudam a explicar por que o saneamento não termina na ligação de um imóvel à rede. Existe uma infraestrutura extensa, instalada em diferentes profundidades e condições, que precisa ser continuamente operada e mantida para que água e esgoto sigam seus caminhos.
Série “O saneamento que você não vê”
Conhecer essa estrutura também ajuda a entender por que atitudes que parecem pequenas podem fazer diferença para o funcionamento do saneamento.
É esse universo que normalmente não aparece aos olhos da população, mas que está presente diariamente sob as ruas da cidade, que a série “O saneamento que você não vê” vai apresentar.




