O presidente do Sport Club Corinthians Paulista foi formalmente acusado de apropriação indébita, pela Promotoria de Justiça Criminal. Na denúncia, oferecida na última sexta-feira (11), o promotor aponta que o dirigente usou recursos da entidade desportiva no pagamento de uma empresa de segurança privada que, segundo a acusação, prestava serviços em benefício pessoal dele e possivelmente de familiares.
A conduta ocorreu de forma continuada entre julho de 2025 e agosto de 2026. Para o MPSP, houve inversão da posse dos valores, que deixaram de ser administrados em nome do clube para utilização em benefício próprio.
A acusação sustenta ainda que a prática contrariou normas do Estatuto Social, que vedam remuneração direta ou indireta aos dirigentes. “Isso aconteceu por dezenas de dezenas de vezes, trazendo prejuízos materiais e morais à entidade desportiva SCCP”, anota o promotor na denúncia.
Como medidas cautelares, a Promotoria solicitou que o dirigente seja proibido de acessar as dependências do Corinthians e de manter contato com testemunhas e outros gestores, pleiteando também a suspensão do exercício de funções associativas e a proibição de representar institucionalmente o clube, participar de reuniões, negociações ou atos administrativos relacionados à entidade.
Há, ainda, pedido de restrições para viagens ao exterior e dentro do país.




