A Secretaria de Saúde de Campinas divulgou nesta quinta-feira (27) um novo alerta para a dengue, com 26 bairros classificados com alto risco de transmissão. Desde o início de 2026, o município já confirmou 3.753 casos da doença e realizou mais de 1,1 milhão de visitas a imóveis em ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti.
O 35º Alerta Arboviroses Campinas de 2026 reúne bairros de seis regiões da cidade. Segundo a Secretaria de Saúde, a classificação considera indicadores como incidência de casos, novos registros de transmissão, densidade populacional e dificuldades de acesso a imóveis durante as ações de combate aos criadouros.
Estão em alerta:
- Leste: Taquaral;
- Noroeste: Cidade Satélite Íris IV, Jardim Rossin, Núcleo Residencial Princesa D’Oeste e Cidade Satélite Íris I;
- Norte: Jardim São Marcos, Jardim Campineiro, Vila Esperança, Vila Santa Isabel e Jardim Independência;
- Sudoeste: Parque Residencial Vila União, Vila Palácios, Jardim Yeda e Jardim Bordon;
- Sul: Jardim Campo Belo II, Cidade Singer II, Jardim Marisa, Jardim São Domingos e Vila Palmeiras I e II;
- Suleste: Vila Industrial, Parque Itália, Jardim Leonor, São Bernardo, Ponte Preta e Parque Industrial.
O alerta também vale para bairros menores localizados no entorno das áreas indicadas. A orientação para eliminar possíveis criadouros continua válida para toda a cidade, inclusive em regiões que apareceram em edições anteriores do levantamento.
Campinas soma 3.753 casos de dengue em 2026
Entre 1º de janeiro e 24 de agosto, Campinas registrou 3.753 casos confirmados de dengue.
No trabalho de enfrentamento à doença, foram realizadas 1.138.441 visitas a imóveis entre o começo do ano e 19 de agosto, incluindo ações de controle de criadouros e orientação aos moradores. Outras 53.382 visitas foram destinadas à nebulização costal.
A divulgação do alerta busca reforçar a participação dos moradores, principalmente nas áreas consideradas de maior risco, além de direcionar a intensificação das ações das equipes de saúde.
Maioria dos criadouros está dentro das residências
De acordo com levantamento da Secretaria de Estado da Saúde citado pelo município, 80% dos criadouros do mosquito estão dentro das casas.
A recomendação é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água, além de manter caixas-d’água devidamente vedadas. Pneus, latas, calhas, lajes e pratos de vasos também precisam ser verificados regularmente.
Nos vasos de plantas, a orientação é retirar os pratos ou fazer a limpeza com água, sabão e bucha a cada sete dias. A água dos vasos deve ser substituída a cada dois dias. Vasos sanitários que não estejam em uso também devem permanecer fechados.
O Aedes aegypti, além da dengue, pode transmitir doenças como zika e chikungunya.




