Cerca de 30 pais de alunos pedem a retomada do Projeto Crescer Juntos, desenvolvido pela Associação Crescer Juntos, que atendia aproximadamente 500 crianças, a partir dos sete anos de idade, em centros comunitários de Limeira. O projeto foi suspenso após uma investigação do Ministério Público do Estado de São Paulo apontar indícios de possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos municipais.
Os pais afirmam que a Prefeitura de Limeira precisa restabelecer o projeto para que os atletas não sejam prejudicados. A iniciativa oferece aulas de voleibol para todas as idades e mantém equipes femininas e masculinas de competição. Cerca de 150 atletas estavam em preparação para disputas esportivas quando as atividades foram interrompidas.
“A Prefeitura deveria rever esse cenário e retomar o projeto”, afirmou Magno Fernandes, pai de um aluno.
Outros pais também defendem a continuidade das atividades e a busca por uma solução que permita a retomada do projeto. É o caso de Juliana Uehara. “São vários polos que recebem as aulas do projeto, e isso não pode parar”, destacou.
Os pais preferem não comentar a investigação conduzida pelo Ministério Público. No entanto, defendem que a administração municipal adote uma medida urgente para restabelecer as atividades. “O importante é que os alunos voltem a praticar o esporte e mantenham a integração entre eles”, afirmou Daniele Guido. “A gente vai continuar lutando, pois temos equipes de competição que estão sem treinamento”, concluiu Fernando Petrulio.
O caso
Segundo apuração do Rápido no Ar, em março de 2026, a Prefeitura de Limeira anunciou um investimento de R$ 480 mil no projeto, por meio de um termo de fomento firmado com a Associação Crescer Juntos.
Após uma denúncia encaminhada ao Ministério Público, que passou a investigar suspeitas de desvio de recursos públicos, a Prefeitura decidiu suspender o contrato com a entidade. A denúncia foi recebida pelo MP em junho de 2026 e apontava que um professor estaria recebendo recursos oriundos do projeto de forma supostamente irregular.
Diante da investigação, a Prefeitura de Limeira instaurou uma sindicância administrativa para apurar os fatos e determinou a suspensão do termo de fomento firmado com a associação. O projeto está paralisado há mais de 30 dias.
Em nota, a administração municipal afirmou que “qualquer desvio de recursos, se confirmado, será tratado com rigor”.




