Campinas ficou em segundo lugar entre os municípios brasileiros com mais de 500 mil habitantes que não são capitais no ranking de qualidade de vida do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (20) pelo Imazon e instituições parceiras. O município alcançou 70 pontos, acima da média nacional, que ficou em 63,40.
No cenário geral, que considera as 5.570 cidades do país, Campinas aparece na 31ª colocação nacional. O município repetiu a posição registrada no ano anterior, mas apresentou evolução na nota final — em 2025, havia alcançado 68,74 pontos.
Cidade avança em indicadores e mantém posição de destaque
Segundo a Prefeitura de Campinas, o resultado reforça a trajetória de crescimento dos indicadores ligados à qualidade de vida e consolida o município entre os destaques nacionais.
Para a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, Adriana Flosi, o desempenho está relacionado à continuidade das políticas públicas e aos investimentos realizados nos últimos anos.
“Campinas mantém uma posição de destaque no cenário nacional e avança na pontuação, o que demonstra a melhoria dos indicadores de qualidade de vida. Esse resultado reflete investimentos em infraestrutura, a ampliação do acesso a serviços e a capacidade de gerar oportunidades, a partir de políticas públicas integradas”, afirmou.
Índice avalia mais do que desempenho econômico
O IPS Brasil mede a qualidade de vida da população com base em 57 indicadores sociais e ambientais e busca ampliar a análise além dos indicadores econômicos tradicionais.
A avaliação considera três grandes dimensões: necessidades humanas básicas, que incluem alimentação, saúde, moradia, saneamento e segurança; fundamentos do bem-estar, com foco em educação, acesso à internet, saúde e qualidade ambiental; e oportunidades, que analisam fatores como direitos individuais, inclusão social, liberdades pessoais e acesso ao ensino superior.
Levantamento utiliza dados públicos nacionais
A metodologia do índice reúne informações de bases públicas de órgãos como IBGE, DataSUS, Inep, Anatel, Cadastro Único, MapBiomas e Conselho Nacional de Justiça.
O estudo é desenvolvido em parceria entre Imazon, Fundação Avina, Amazônia 2030, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative.
