A atleta mineira Eliana Tamietti, de 48 anos, morreu durante uma competição de ciclismo de ultradistância na madrugada deste sábado (9), na região de Piranguçu, no Sul de Minas Gerais. Conhecida como “Lili”, ela participava do Bikingman Brasil, prova com percurso de 555 quilômetros pela Serra da Mantiqueira.
A competição teve saída e chegada em São José dos Campos (SP), passando por cidades dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Segundo a organização do evento, ainda não há informações conclusivas sobre as circunstâncias da morte da atleta.
De acordo com o diretor da prova, Vinícius Martins, Eliana sofreu uma queda após um possível mal súbito enquanto pedalava em um trecho de estrada de terra próximo a Piranguçu. Ela estava acompanhada de outros três ciclistas e havia seguido sozinha por alguns segundos antes do acidente.
O socorro foi acionado imediatamente e contou com apoio do Samu, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Polícia Civil. Apesar do atendimento rápido, o óbito foi constatado ainda no local.
Dados do rastreamento por GPS mostram que a atleta havia passado pelo ponto mais alto da prova, com 1.812 metros de altitude, antes do acidente. O percurso incluía trechos considerados desafiadores da Serra da Mantiqueira, incluindo estradas do Caminho da Fé.
Segundo a organização, perícia preliminar descartou falhas mecânicas na bicicleta ou problemas na estrada. A causa da morte segue inconclusiva.
Mesmo após a tragédia, o evento foi mantido por decisão conjunta entre a organização e a família da atleta.
Mineira de Belo Horizonte, Eliana Tamietti era experiente em provas de ultradistância e gravel. Ela acumulava participações em competições nacionais e internacionais, além de títulos importantes no ciclismo mineiro.
O sepultamento está previsto para a tarde deste domingo (10), em Contagem (MG).




