A Secretaria de Saúde de Campinas confirmou duas mortes por febre maculosa, ambas registradas em 2025 e que estavam sob investigação. Com os novos dados, o município soma seis casos da doença no ano passado, todos com evolução para óbito, o que acende um alerta para a gravidade e a necessidade de diagnóstico precoce.
Uma das vítimas é uma mulher de 63 anos, moradora da região do Centro de Saúde Santa Bárbara, que apresentou sintomas em 3 de outubro e morreu no dia 11 do mesmo mês. O provável local de infecção foi o ambiente domiciliar, em área já classificada como de risco.
O outro caso é de um homem de 46 anos, da região do Centro de Saúde Nova América. Ele começou a apresentar sintomas em 29 de outubro e morreu em 3 de novembro. Neste caso, não foi possível identificar o local exato da infecção.
Além dessas duas mortes, outros quatro óbitos já haviam sido registrados entre junho e julho de 2025, totalizando seis casos no período.
Atendimento precoce é fundamental
A Secretaria de Saúde reforça que a febre maculosa tem cura, mas pode evoluir rapidamente para quadros graves quando o tratamento não é iniciado nos primeiros dias.
Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça e dores no corpo, o que pode confundir o diagnóstico. Por isso, a orientação é procurar atendimento imediato ao apresentar sinais após frequentar áreas com presença de carrapatos.
O risco é maior em locais com vegetação, especialmente próximos a rios e lagoas, onde há presença de capivaras, cavalos e outros animais.
Prevenção e ações no município
A Prefeitura mantém ações contínuas de conscientização, incluindo palestras, visitas e instalação de placas de alerta em áreas de risco. Também realiza capacitação de profissionais de saúde para identificação precoce da doença.
Outra medida adotada é o controle populacional de capivaras em parques públicos. Desde 2024, quase 200 animais já foram esterilizados em locais como a Lagoa do Taquaral e o Lago do Café.
A febre maculosa é transmitida pela picada do carrapato-estrela infectado e tem maior incidência entre junho e novembro, período em que as formas jovens do parasita são mais comuns.
Entre as principais medidas de prevenção estão evitar contato com áreas de vegetação, usar roupas que cubram o corpo e verificar a presença de carrapatos após frequentar regiões de risco.




