O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), departamento da Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP), confirmou o primeiro caso positivo de raiva em morcego no município em 2026. O animal foi encontrado no bairro São Dimas e teve a amostra de encéfalo analisada pelo Instituto Pasteur / CCZ de São Paulo, laboratório de referência para diagnóstico do vírus da raiva.
Em 2025, Piracicaba registrou sete casos positivos de raiva em morcegos, sem nenhuma notificação em cães ou gatos. Os casos foram registrados nos bairros Santa Teresinha, Vila Prudente (2), Centro, Nova América, Água Branca e Jardim Monumento. Os animais tinham hábitos insetívoros, ou seja, se alimentam de insetos.
Assim que o resultado positivo é confirmado pelo laboratório estadual, o CCZ do município entra em contato com o morador que encaminhou a amostra para dar início ao chamado bloqueio sanitário, que inclui trabalho orientativo casa a casa em um raio de 500 metros a partir do local onde o morcego foi encontrado.
A ação foi iniciada nesta terça-feira (20), pelas equipes do CCZ, sob orientação da médica veterinária Renata Rolim Vargas, e tem como foco a prevenção da raiva e a proteção da população e dos animais.
Durante as visitas, os agentes orientam os moradores sobre a raiva e como ocorre a transmissão; como proceder ao encontrar morcegos vivos ou mortos; a importância da vacinação antirrábica anual em cães e gatos e medidas de prevenção para evitar o contato com animais silvestres.
Embora a raiva canina esteja controlada no Estado de São Paulo – sem registros em humanos ou cães há 26 anos —, o vírus continua circulando em morcegos, que podem transmitir a doença a cães, gatos e pessoas. Um caso de raiva em gato confirmado em Jundiaí em novembro de 2025 também deixou autoridades sanitárias em alerta.
Mesmo com a suspensão das Campanhas de Vacinação Antirrábica no Estado desde 2022, a vacinação anual continua obrigatória, conforme a Lei Estadual nº 2.858/54, e segue sendo uma das principais estratégias do Programa de Vigilância e Controle da Raiva.
O veterinário Ételcles Mendes, do CCZ, destaca que a imunização deve ser mantida mesmo para animais domiciliados. “Vale lembrar que mesmo para os animais que não têm acesso às vias públicas, é necessário mantê-los imunizados contra a raiva, pois podem se contaminar por meio do contato com morcegos infectados, dentro da própria casa ou apartamento; principalmente os felinos, que têm hábito de caça.”
A Secretaria de Saúde mantém vacinação antirrábica permanente para cães e gatos — especialmente aqueles que tiveram contato com morcegos — na sede do CCZ, localizada na rua Dionízio Dal Picolo, próximo ao número 39, no bairro Jupiá. O serviço gratuito funciona durante todo o ano.
ORIENTAÇÕES – Ao encontrar um morcego, o animal não deve ser tocado, vivo ou morto; é preciso, se possível, isolar o local e acionar o Centro de Controle de Zoonoses para recolhimento e orientação adequada.
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) atende de segunda a sexta-feira: das 7h às 16h. Aos sábados, o atendimento é das 7h às 13h. O telefone é (19) 3427-3008.




