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Nutricionista reage a tentativa de estupro e imobiliza invasor após luta em condomínio de Barueri

Foto: Arquivo Pessoal

Uma nutricionista de 35 anos conseguiu impedir uma tentativa de estupro dentro do próprio apartamento em um condomínio de Barueri, na Grande São Paulo. A vítima reagiu ao ataque, entrou em luta corporal com o invasor por mais de 20 minutos e conseguiu escapar após imobilizá-lo. O suspeito foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva.

De acordo com o relato da nutricionista Jessica Soares, o suspeito entrou no condomínio na manhã de 23 de maio aproveitando a saída de um morador. Imagens de segurança mostram que ele acessou o prédio sem autorização e chegou ao 18º andar, onde a vítima mora.

Jessica estava sozinha no apartamento e dormia quando percebeu a presença de um homem desconhecido dentro da residência. Segundo ela, o invasor fez menção de estar armado, tentou silenciá-la e iniciou a agressão.

A vítima relatou que o suspeito a jogou na cama e tentou retirar suas roupas. Durante a ação, ela reagiu e iniciou uma intensa luta corporal para impedir o ataque.

Foto: Reprodução

Reação da vítima foi decisiva para impedir o crime

Jessica afirmou que conseguiu enfrentar o agressor graças à experiência acumulada em atividades físicas e modalidades de defesa pessoal, como muay thai, boxe e jiu-jítsu.

Durante o confronto, o suspeito desferiu socos, puxou seus cabelos e tentou sufocá-la. Em um dos momentos mais críticos, a vítima conseguiu aplicar um golpe de imobilização conhecido como “mata-leão”, mas o homem continuou resistindo.

Após mais de 20 minutos de luta, Jessica aproveitou uma oportunidade para atingir o agressor, correr para fora do apartamento e pedir ajuda aos vizinhos.

Moradores acionaram a Polícia Militar, que realizou a prisão do suspeito.

Suspeito tem antecedentes criminais e estava em liberdade condicional

Segundo documentos obtidos pela imprensa, Wellington de Oliveira Santos já havia sido condenado anteriormente por estupro, roubo com uso de arma, violação de domicílio e outros crimes cometidos em 2015. Ele recebeu uma pena superior a 11 anos de prisão.

Após progressão de regime, passou a cumprir livramento condicional em 2021. O histórico também inclui registro de violência doméstica em 2025, com concessão de medidas protetivas pela Justiça.

Durante audiência de custódia, o suspeito negou a tentativa de estupro e alegou ter entrado no prédio para se abrigar da chuva. A Justiça, no entanto, manteve sua prisão preventiva.

A defesa da vítima estuda medidas judiciais e sustenta que houve falhas na segurança do condomínio, já que o suspeito conseguiu acessar o prédio, circular pelas áreas comuns e chegar ao apartamento sem ser abordado.

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