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Militares são julgados em Piracicaba por tentativa de homicídio e fraude processual

Foto: Plantão Notícias

Dois policiais militares estão sendo julgados desde às 9h da manhã desta quarta-feira (11), no Fórum de Piracicaba (SP), sob acusação de uma tentativa de homicídio, registrada em maio de 2023 no bairro Novo Horizonte, além de responderem também por crime de fraude processual.

No dia do crime os militares, que estariam em busca do esclarecimento de uma série de  roubos a veículos utilizados para entregas de mercadorias, compradas via online, em patrulhamento pelo Novo Horizonte, depararam com um homem que estava armado, segundo eles com um revólver, o qual, ao ver que era a polícia correu para dentro do imóvel que foi cercado.

De dentro da casa, o homem teria atirado contra os policiais, ocasião em que houve o revide e ele foi atingido por três disparos. Ele foi socorrido e levado para o Hospital dos Fornecedores de Cana, onde permaneceu internado.

REVIRAVOLTA NO CASO

Durante as investigações, a equipe da DEIC de Piracicaba, chefiada pela delegada Juliana Ricci, e que na ocasião teve acesso à imagens de uma câmera das proximidades, acabou apurando que o homem não havia feito nenhum disparo.

Encerrado o inquérito, dois militares foram denunciados pelos crimes de tentativa de homicídio e fraude processual. Dois meses após a ocorrência, foi oferecida denúncia pelo Ministério Público, o qual informava que sete PMs que atuaram na ocorrência optaram por investigar o suspeito e, por isso, invadiram a casa.

Na ocasião, segundo a Promotoria, ele foi levado a um corredor nos fundos da casa, onde foi questionado sobre mercadorias roubadas e drogas. Também teria sido exigido dele que deveria “arrumar uma arma em quinze dias”, mas ele negou.

Por isso, segundo o que foi apurado, ele ficou implorando para ser mantido vivo, mas foi alvejado e depois, mesmo ferido, acabou levando mais um tiro. O socorro foi acionado bem depois. Outros cinco militares que participaram da ocorrência foram proibidos de se aproximar da vítima.

Como foram decretadas as prisões preventivas dos dois militares, nesta quarta-feira eles foram trazidos do presídio Romão Gomes, em São Paulo, capital, para o Fórum de Piracicaba.

Até o fechamento da reportagem, haviam sido ouvidas as testemunhas. A pedido da Justiça, mediante documento de ofício encaminhado à corporação, os militares que estão assistindo ao julgamento não puderam entrar fardados.

O júri está em andamento e mais informações serão divulgadas durante esta programação.

 

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