A agência de notícias Reuters informou nesta terça-feira (27), com base em duas fontes não identificadas, que o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos. A Polícia Federal investiga a informação, que ainda não tem confirmação oficial.
A notícia foi divulgada após o jornal argentino Infobae relatar que o parlamentar teria atravessado a fronteira até Puerto Iguazú, na Argentina, utilizando um documento de identidade. Segundo essa versão, ele seguiria para os Estados Unidos em um avião particular.
Avião citado permanecia em Puerto Iguazú
O Infobae apontou um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly S.A., como a aeronave que seria utilizada na viagem.
Os dados de monitoramento aéreo mencionados na reportagem indicavam que o avião havia saído de Buenos Aires e chegado a Puerto Iguazú às 23h45, no horário de Brasília. Até a consulta relatada, não havia registro de uma nova decolagem.
Não há confirmação de que Flávio tenha embarcado nessa aeronave ou utilizado outro avião para seguir viagem.
Autoridades não localizaram registros migratórios
O controle de imigração argentino informou, na manhã desta terça-feira, que não havia registro da entrada do senador no país.
A Polícia Federal brasileira também afirmou não ter identificado a passagem de Flávio por nenhum ponto regular de controle migratório do Brasil. A ausência desses registros mantém sem esclarecimento a rota descrita nas reportagens.
Aliados do senador haviam negado a informação divulgada inicialmente pelo Infobae. Rogério Marinho e Fábio Wajngarten contestaram a versão de que ele teria deixado o país.
Prazo para entregar passaportes terminou nesta terça
Na noite de domingo (25), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a entrega dos passaportes de Flávio e proibiu sua saída do Brasil. Segundo as informações divulgadas, o prazo terminou às 11h desta terça-feira sem que os documentos fossem apresentados à Polícia Federal.
A decisão está relacionada a uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas do advogado Willer Tomaz e casas de apostas. Flávio e Tomaz afirmam ser amigos, negam sociedade e rejeitam as acusações de irregularidades.
O senador também é investigado em outro inquérito sobre possíveis crimes relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.

