O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça a condenação do empresário e influenciador Renato Cariani em um processo sobre suposto desvio de produtos químicos para a fabricação de drogas. O pedido foi apresentado nas alegações finais da acusação. Cariani ainda não foi julgado e responde em liberdade.
A promotoria também solicitou a condenação de Fábio Spínola Mota e Rodrigo Gomes Pereira. Os três são acusados de associação para o tráfico, tráfico de matérias-primas destinadas à produção de entorpecentes e lavagem de dinheiro.
O que aponta a acusação
A investigação envolve a Anidrol Produtos para Laboratórios, sediada em Diadema, na Grande São Paulo, da qual Cariani é sócio. Segundo a acusação, a empresa teria simulado ao menos 59 vendas de insumos químicos a companhias farmacêuticas.
Os produtos teriam sido desviados para a produção e o refino de drogas, como cocaína e crack. A promotoria também aponta mensagens que indicariam proximidade do influenciador com um policial civil responsável pela fiscalização do setor, supostamente utilizada para dificultar fiscalizações.
Cariani afirma que empresa sofreu fraude interna
Nos autos, Cariani nega participação no esquema e sustenta que ex-funcionários utilizaram a estrutura da empresa para realizar operações ilegais sem o conhecimento dos sócios.
A defesa argumenta que os documentos investigados representam uma parcela pequena das atividades da companhia: cerca de 60 notas fiscais, diante de mais de 85 mil emitidas no período.
O Ministério Público pediu a absolvição de outras duas acusadas, Roseli Dorth e Andreia Domingues Ferreira, por considerar insuficientes as provas de participação consciente no esquema.
Defesas terão prazo para se manifestar
Após as alegações finais do Ministério Público, os advogados dos réus têm prazo de 30 dias para apresentar seus argumentos. O pedido da promotoria não equivale a uma condenação: caberá à Justiça analisar as provas e as manifestações das partes.

